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Equipe da SEP marca gol de placa no fechamento da Campanha Salarial

Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio


 
Pouco importa o credo, a cor, a raça ou a classe social. Menos ainda a função, o cargo, o nível hierárquico, o tempo de casa, além da representação sindical e, claro, a filiação político-partidária, sobretudo em se tratando de empresa administrada pelo poder público. Depois de uma queda de braço quase perdida, mas que culminou com uma vitória histórica e contundente, os empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) decidiram por unanimidade cancelar a greve no Porto de Santos que estava prevista para próxima segunda-feira (29).  
 
A decisão foi tomada pelos trabalhadores durante a assembleia conjunta realizada na noite desta quinta-feira (25), no auditório do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport). A proposta da empresa foi oficializada pela manhã, em reunião que contou com participação de líderes dos 11 sindicatos profissionais que representam os 1.440 empregados da estatal portuária. São eles: operários portuários (Sintraport); operadores de guindastes e empilhadeiras (Sindogeesp); rodoviários; engenheiros; processamento de dados; jornalistas; desenhistas; administradores; advogados; e contabilistas, além da entidade anfitriã.
 
"Apesar de não termos conquistado o aumento real, ou seja, acima do índice de inflação, dentro de conjuntura econômica fragilizada e pautada por um severo pacote fiscal, a categoria entendeu como positiva a reposição salarial de 8,47%, além da manutenção da data-base e de todas as cláusulas dos acordos coletivos de trabalho anteriores", esclareceu o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos. O novo instrumento normativo é válido por dois anos (1º de junho de 2015  a 31 de maio de 2017).
 
Para o dirigente, os trabalhadores deram uma aula de responsabilidade e maturidade diante de um cenário que, desde o início das negociações, se mostrou desfavorável. "Uma campanha que começou com alto grau de risco e já se encaminhava para uma paralisação nacional das atividades portuárias, mas que felizmente terminou coroada de êxito em razão da união, determinação e poder de mobilização dos companheiros", ressaltou Cirino.
 
O líder sindical também destacou a atuação do titular da Secretaria Especial de Portos, ministro Edinho Araújo. "Extremamente hábil e competente, dono de um poder de articulação invejável e muito superior aos seus pares que comandam outras pastas, além de possuir uma sensatez pouco comum nos dias de hoje, que o permite falar, mas também ouvir e foi exatamente isso que o ministro fez na reunião que tivemos na terça-feira (23), em Brasília".  
 
O acordo unificado envolvendo as sete companhias docas estatais representa um marco histórico no setor desde a era Portobras (Empresa de Portos do Brasil S/A), criada em julho de 1975 (Lei nº 6222) pelo então presidente da República, general Ernesto Geisel, em substituição ao Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (DNPVN), ligado ao Ministério dos Transportes. À época, as decisões da empresa valiam para todos os portos públicos.
 
A colaboração do diretor do Departamento de Gestão e Logística Portuária da SEP e presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Jean Paulo Castro e Silva, pelo secretário executivo da SEP, Guilherme Penin Santos de Lima, e pelo diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Murilo Francisco Barella, também foi enaltecida pelo presidente do Sindaport. "Não mediram esforços e foram incansáveis para que a proposta pudesse ser viabilizada junto as esferas superiores do Governo, e por tal fica aqui consignado o nosso reconhecimento e consideração".
 
Por fim, Cirino agradeceu o apoio do presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, e parabenizou os trabalhadores de todas as companhias docas públicas. "Me congratulo com as lideranças sindicais e companheiros dos demais portos, e aproveito para citar a metáfora futebolística do ex-presidente Lula “TODOS CORREM PARA ENALTECER O AUTOR DO GOL E ESQUECEM DOS OUTROS JOGADORES”, cuja reflexão nos impõe o reconhecimento das ações e gestões dos demais articuladores que foram fundamentais para a conclusão do processo negocial, que resultou na renovação do inédito Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2017.

• Acordo é válido para os anos de 2015 a 2017;
   
• O reajuste de 2015, retroativo à data-base de 1º de junho, será equivalente ao percentual do IPCA acumulado em 12 meses;
   
• O reajuste de 2016 será de 2% em 1º de janeiro e eventual recomposição referente a inflação acumulada no período de 1º de junho de 2016;
   
• As referidas bases serão válidas para as 7 Docas Federais;
   
• Ficam vigentes as demais cláusulas dos acordos anteriormente assinados.
 

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Comentários (1)

João do Nascimento Anciães
Data: 26/06/2015 - 18h57
E o enquadramento dos complementados no plano de cargos e salários. Como ficou?


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