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Reunião com ministro de Portos termina em importante vitória dos trabalhadores
AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio


Depois de um longo impasse e diante de uma iminente greve nacional nos portos públicos, o Governo Federal resolveu ceder às reivindicações dos empregados das companhias docas estatais e conceder o aumento salarial pleiteado pela categoria, de 8,37%, contra os 5% e posteriormente 8% oferecidos. A boa notícia foi dada pessoalmente pelo ministro da Secretaria de Portos (SEP), Edinho Araújo, ao presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, em reunião realizada na noite desta terça-feira (23), em Brasília.
A proposta governista inclui ainda um aumento de 2% a ser pago em 1º de janeiro do próximo ano, como forma de antecipação às eventuais perdas inflacionárias que serão apuradas pelo IPCA ao término do período compreendido entre 1º de junho de 2015 e 31 de maio e 2016. O percentual adiantado será descontado do indice total a ser verificado na data-base do próximo exercício.
Dessa forma, o aumento salarial de 2016 fica em aberto contrariando interesses do Governo que, através das administradoras portuárias, inicialmente havia proposto o reajuste escalonado de 15%, sendo 8% neste ano e 7% em 2016, prontamente recusado pelos trabalhadores. "Não tínhamos como aceitar uma oferta engessada e totalmente às cegas, principalmente porque as projeções para a economia brasileira apontam para um cenário crescente de inflação e consequente perdas salariais que lá na frente vão se revelar muito acima do que nos foi proposto", explicou Everandy Cirino.
As tratativas entre ministro e lideranças sindicais resultaram também na manutenção de todas as cláusulas, econômicas e sociais, constantes dos acordos coletivos anteriores. Ameaçada de ser extinta durante o processo negocial, a data-base dos portuários foi garantida por Edinho Araújo durante a reunião, que também contou com a participação do presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, e do 1º Secretário do Sindaport, Edilson de Paula Machado.
A maratona que culminou com o recuo do Governo e desfecho favorável aos portuários teve início pela manhã, quando Cirino se reuniu com o secretário executivo da SEP, Guilherme Penin Santos de Lima. "Não obtivemos nenhum avanço em razão do ajuste fiscal e redução das contas públicas, sem falar das habituais limitações impostas pelo DEST (Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão)", disse o dirigente.
Diante do insucesso, o presidente do Sindaport partiu em busca de apoio junto a parlamentares ligados a bancada sindical e autoridades constituídas, além de executivos e técnicos do próprio DEST. Já no final do dia o esforço de Cirino e seus pares foi recompensado com um oportuno furo na agenda do ministro. "Nos recebeu e revelou toda sua preocupação com as consequências de uma paralisação nacional, mas também se mostrou bastante sensível aos nossos argumentos e, depois de muita discussão, lá por volta das 22 hs conseguimos chegar a um bom termo e atender aos interesses dos companheiros". Com isso, o sindicalista avalia que a greve prevista para o dia 29 está "praticamente" descartada.
Elaborados de forma linear e válidos por dois anos (2015 - 2017), os termos do novo acordo coletivo de trabalho proposto pela SEP abrangem os empregados das sete administradoras portuárias federais. Em Santos, a proposta será avaliada pelos colaboradores da Companhia Docas de São Paulo (Codesp) na assembleia conjunta que será realizada na noite desta quinta-feira (25), na sede do Sindaport.
Estão convocados os trabalhadores representados pelos sindicatos: operários portuários (Sintraport); operadores de guindastes e empilhadeiras (Sindogeesp); rodoviários; engenheiros; processadores de dados; jornalistas; desenhistas; administradores; advogados; e contabilistas, além do sindicato anfitrião.
Confira as fotos da reunião com o ministro da SEP, Edinho Araújo
Confira as fotos da reunião com o ministro da SEP, Edinho Araújo
Comentários (3)
Luiz Sérgio Oliveira
Data: 25/06/2015 - 07h18
Para os contreiros de plantão, inclusive os que nem sindicalizados são a nenhuma entidade, fica a lição de que somente mobilizada e unida a categoria vai obter avanços diante de um governo que deu as costas para os trabalhadores.É isso aí companheiros. Obrigado Cirino e Cia.
Fábio S. Silva
Data: 25/06/2015 - 06h15
Diante de um quadro crítico, de demissões em massa e desesperança que assola o trabalhador brasileiro, uma vitória que deve ser valorizada mais do que nunca.Antônio Carlos Dias
Data: 25/06/2015 - 01h39
E ainda tem companheiro que consegue criticar os nossos líderes sindicais. Parabéns aos incansáveis e perseverantes Cirino, Edilson e demais dirigentes,Compartilhe
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