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Contratos de terceirização poderão subir 30% com nova lei, diz entidade
Fonte: Folha de S. Paulo
O projeto de lei que regulamenta a mão de obra terceirizada no país foi desengavetado pela Câmara na última quinta-feira (12).
O projeto de lei que regulamenta a mão de obra terceirizada no país foi desengavetado pela Câmara na última quinta-feira (12).
A aprovação da proposta poderá aumentar em 30% o volume de novos contratos no primeiro ano de vigência, em um cenário pouco otimista, estima a Fenaserhtt (que reúne sindicatos de empresas de recursos humanos, trabalho temporário e terceirizado).


Em 2014, a demanda por serviços não cresceu mais que 3%, segundo estimativa.
"Muitas empresas têm receio dessa modalidade de contratação pela falta de segurança jurídica", afirma Vander Morales, presidente da federação.
Hoje, uma empresa não pode contratar mão de obra terceirizada para exercer sua função principal, entretanto, não há uma lei que especifique o que é essa atividade.
"Com a crise econômica, se não houver uma intervenção que mude esse cenário, as demissões aumentarão."
No último trimestre de 2014, o setor cortou 5% de seu quadro de funcionários, em relação ao mesmo período de 2013. Para o primeiro trimestre deste ano, a Fenaserhtt estima queda de 20%.
A entidade representa 32 mil empresas, que contratam 2,6 milhões de trabalhadores.
Para o Sintelmark (de call centers do Estado de São Paulo), a regulamentação estimularia investimentos no setor.
"A tendência é que a mão de obra se especialize", diz Stan Braz, diretor-presidente-executivo da entidade.
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