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Cada macaco em seu galho
Fonte: A Diretoria

Quando o Sindaport vem a público defender que os cargos de primeiro e segundo escalões (diretores, gerentes, chefes, assessores e etc.) da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) sejam ocupados por profissionais de carreira ou pelo menos por executivos com conhecimento da atividade portuária, de preferência da Cidade ou da região, não pretende fomentar o corporativismo ou algo semelhante.

Quando o Sindaport vem a público defender que os cargos de primeiro e segundo escalões (diretores, gerentes, chefes, assessores e etc.) da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) sejam ocupados por profissionais de carreira ou pelo menos por executivos com conhecimento da atividade portuária, de preferência da Cidade ou da região, não pretende fomentar o corporativismo ou algo semelhante.
Ao contrário disso, o Sindicato tem como principal objetivo fazer valer a rica, histórica, tradicional e reconhecida excelência da mão de obra formada na estatal. De nada adianta o conhecimento na área financeira, como em bancária, por exemplo, ou na Informática, além de outras, se a mínima e obrigatória experiência no segmento portuário simplesmente inexiste.
Casos assim existem aos montes na Codesp, geralmente decorrentes das infindáveis e descabidas nomeações políticas partidárias, pelo nepotismo e outras esculhambações que se verificam nas administrações públicas, com destaque para a Autoridade Portuária de Santos, bisonhamente chamada de filial do Banco do Brasil.
O mau exemplo se verifica nos principais cargos e determinadas funções ocupadas, consideradas estratégicas na estatal portuária. A cada dia que passa fica mais latente a total falta de instrução, clareza, discernimento e conhecimento de ciência específica, atributos inerentes para o bom desempenho no cotidiano laboral da maior e mais importante administradora portuária estatal do País, a Codesp.
Maior do que a ausência de todas essas condições peculiares, específicas e necessárias no âmbito profissional, que revelam a falta de qualificação, o despreparo e sobremaneira a incapacidade na gestão administrativa e operacional do maior porto da América Latina, só mesmo a absoluta falta de bom senso, comprometimento, e de vergonha na cara.
Um bom exemplo disso pode ser observado na Resolução DP nº 139.2014, de 31 de outubro, que estabelece a criação de um grupo de trabalho para deliberar sobre o novo Regulamento Interno de Pessoal - RIP.
Vale ressaltar que o Sindaport não é contrário ao conteúdo da referida resolução, lembrando que a criação de um grupo de trabalho paritário para debater o assunto foi uma iniciativa das lideranças do Sindicato. Contudo, ressaltamos que os cuidados na elaboração das normas específicas devem ser rigorosamente observados.
Tanto o presidente da empresa, que assina a Resolução, bem como o responsável pelo texto, deveriam ter a lucidez, a sensatez e a obrigação de saber que não existe o SINDICATO DOS EMPREGADOS DE NIVEL SUPERIOR.
“A CARROÇA NA FRENTE DOS BOIS”
Todos na Codesp sabem que um grupo de trabalho designado pela atual gestão da empresa já elaborou um novo RIP. Resta saber se esse outro grupo, o tripartite formado pelos sindicatos, pela própria Codesp e representantes da Secretaria de Portos (SEP) terá mesmo superpoderes para modificar todo o trabalho já realizado pela atual gestão da companhia, cujo projeto já mereceu a apreciação da Direxe do Consad???
Ou será que a Codesp, querendo parecer “politicamente correta” para a comunidade portuária, Governo Federal e autoridades judiciárias, mostra-se oportunamente aberta ao dialogo com seus empregados criando a tal comissão apenas para “inglês ver”???
Se o presidente da Codesp ou pelo menos seus assessores mais próximos e diretos fossem conhecedores das rotinas da empresa, seguramente certos “deslizes” não seriam cometidos.
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