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Codesp navega na contramão da profissionalização
Fonte: A Diretoria / AssCom Sindaport - DCG

Contrariando seu rico histórico de revelar inúmeros e grandes talentos profissionais para o setor portuário desde os tempos da extinta e saudosa Companhia Docas de Santos (CDS), a atual Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) navega em sentido contrário.

Contrariando seu rico histórico de revelar inúmeros e grandes talentos profissionais para o setor portuário desde os tempos da extinta e saudosa Companhia Docas de Santos (CDS), a atual Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) navega em sentido contrário.
Considerada por especialistas e estudiosos do segmento a maior de todas as escolas voltadas para o aprendizado natural e cotidiano da navegação envolvendo as áreas do Comércio Exterior, Administração, Logística e Automação Portuária, Direito, Engenharia e outras, a estatal vem aos poucos perdendo tal condição.
A transformação se dá em flagrante retrocesso administrativo, o qual vem se acentuando ao longo dos anos e minando gradativamente a já combalida credibilidade da administradora do complexo santista que no passado foi considerada o maior exemplo de gestão portuária do País.
De olho na "avacalhação" em que se transformaram as administrações portuárias públicas, a classe empresarial reivindica para os dois candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), o controle das companhias Docas.
Ao priorizar a política partidária em detrimento do conhecimento científico ou até mesmo dos processos hierárquicos de competências, os governos eleitos democraticamente acabaram por patrocinar indiscriminadamente a ditadura da incompetência através das sucessivas nomeações.
No âmbito trabalhista a prática é a mesma utilizada pela Ditadura Militar que governou o Brasil durante 21 anos (1964 - 1985), nomeando interventores para sindicatos de classe, instituições de ensino, governos estaduais e municipais, cargos públicos (os chamados biônicos) e privados.
A grande diferença é que na Docas santista os nomeados tinham plena consciência de suas limitações e por tal priorizaram a valorização da mão de obra da empresa fomentando a ascensão profissional dos doqueiros, enquanto na Docas paulista o processo lamentavelmente se consolidou no sentido inverso, interrompendo e ceifando centenas de carreiras, algumas seguramente brilhantes.
Apesar do retrocesso, ao que tudo indica o modelo está sendo perpetuado pelo Governo Federal, considerando que em agosto passado o temido Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) determinou que todos os cargos de mando (superintendente, gerente, chefe de serviços diversos, coordenador, encarregado e etc.) passassem a ser de livre provimento e exoneração, sem efetivação.
E já que o DEST impôs tal condição para sacramentar o Plano de Cargos e Salários, implementado recentemente pela Codesp, entendemos ser perfeitamente viável o atendimento da norma, sobretudo para atender as necessidades da estatal, administrativa e operacional e, acima de tudo, os interesses e direitos dos empregados envolvidos nos cargos de chefia.
Desta forma, objetivando amenizar e até mesmo evitar possíveis injustiças inerentes à perda do cargo sem motivação técnica ou administrativa, mas decorrentes das vergonhosas motivações políticas ou pessoais, solicitamos que se anteceda ao “descomissionamento” do empregado do cargo de chefia que até então vinha ocupando.
Requer-se, ainda, a instauração de um processo administrativo interno demonstrando clara e formalmente as razões pelas quais a medida foi adotada. Na ausência de critérios, coerência e principalmente de justiça nas nomeações e destituições, impõe-se, pelo menos, transparência aos fatos e acima de tudo respeito aos legítimos doqueiros.
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