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Lambanças administrativas no GPORT Santos

Fonte: A Diretoria / AssCom Sindaport - DCG



Durante o ano de 2013 a categoria da Guarda Portuária de Santos, quase em sua totalidade,   não realizou nenhum  curso de aperfeiçoamento profissional ou reciclagem dos conhecimentos, sendo prejudicada, inclusive na distribuição dos lucros e resultados. Isso é fato, já que de nada adiantou a APROGPORT, antevendo que isso poderia ocorrer, solicitar ao Sindaport  a interferência necessária na questão através do oficio 323/2013 datado de 02/10/2013, porque a Codesp o ignorou.
 
Para que isso não voltasse a acontecer, a Associação solicitou uma reunião com o presidente da empresa Angelino Caputo, a qual ocorreu em 16 de maio último. Nesta reunião, além do presidente, também esteve presente o superintendente da Guarda Portuária. Na oportunidade expusemos os vários problemas que julgamos ser de responsabilidade da superintendência da Gport, entre eles a falta de qualificação da categoria e os consequentes prejuízos tanto para a prestação do serviço quanto individualmente na distribuição do PLR. Ali o superintendente, na presença do presidente, fez parecer que já tinha a solução para todos os problemas, e no caso dos cursos para a categoria, ele já tinha o plano de capacitação pronto e aprovado pela Codesp e fez entender que colocá-lo em prática seria questão de tempo. Sabe-se lá quanto tempo!
 
Pois bem, o tempo passou e não obtivemos nenhuma resposta ao ofício 02/2014 datado de 23/05/2014 cujo expediente é 31249/14-17. Nenhum pleito atendido, nenhuma promessa cumprida e consequentemente, nenhum problema resolvido. A Guarda Portuária continua sem nenhuma ‘hora aula’ no ano de 2014, o quê nos prejudicará novamente na distribuição do PLR.
 
O que mais chama a atenção é a leniência, o descaso e a falta de sintonia na superintendência da Gport, e como as coisas são tratadas por lá. Ainda no mês passado, meados de agosto, ficamos sabendo de uma possível solução encontrada, embora improvisada, que seria um curso ‘in loco’ a ser ministrado para todos os guardas. A ideia era fazer uma espécie de reciclagem relembrando os conceitos básicos da função e que as horas em curso fossem computadas para atender o critério para o PLR. Julgamos isso válido, embora longe de ser o ideal, pois continuaríamos sendo discriminados no quadro funcional da empresa, sem direito a participação nos cursos disponibilizados pelo Centro de Treinamento, mas atenderia momentaneamente. No entanto, após ser posto em prática e ter atendido algumas turmas, o curso ‘in loco’ foi suspenso e cancelado. O porquê, não sabemos ao certo, dizem que não houve a autorização devida. Mas se não houve a autorização para tal, por que começou então??? Isso apenas confirma a desorganização dentro da superintendência da Gport e a falta de seriedade com que a Guarda Portuária de Santos vem sendo tratada. Nada tem continuidade.  
 
Agora em setembro, passados 4 meses daquela reunião com o presidente, foi divulgado um documento (CI-SPP/751.2014) datado de 1º de setembro,  onde o superintendente explica o porquê de os guardas não terem feito os cursos e pede a interferência do presidente para que nossa categoria seja isenta da obrigatoriedade das 20 horas de aula no ano em 2014. É citado também na CI o curso ‘in loco’, ao que parece ele ainda não sabe que isso já faz parte do passado.
 
O que nos causa indignação é só agora ele vir com esse documento. SÓ AGORA!!! A instituição e a categoria estão sendo prejudicadas desde 2012 sem os cursos, e ele vem SÓ AGORA se manifestar. Só pode ser para parecer que está fazendo algo. E no resto do tempo, o que tem feito???
 
Para 2015 temos algo novo. Diante da inércia desta superintendência, a APROGPORT orientou a categoria a protocolar pedidos formais de cursos, embora soubéssemos que seriam negados. A real intenção disso é criarmos prova documental de que não nos foi dada a oportunidade de atender o critério exigido pela empresa, apesar do interesse dos funcionários, e criar as condições para uma futura ação judicial contra a Codesp. E se adiantando ao fato já para o próximo ano, a APROGPORT protocolará denuncia de discriminação no MPT, onde será citado principalmente o prejuízo de 2013.
 

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