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Portuários se reúnem nesta sexta-feira para decidir sobre paralisação de navios vindos da Africa
Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira

Apesar da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) expor à imprensa que está ampliando a fiscalização de navios procedentes de regiões da África, onde há casos de Ebola, os trabalhadores portuários continuam sem informação sobre a origem dos navios. Diante dessa situação, os sindicatos que representam os trabalhadores portuários se reúnem nesta sexta-feira, às 10 horas, para decidir se vão ou não continuar operando embarcações vindas da África. A reunião será na sede do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária).

Apesar da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) expor à imprensa que está ampliando a fiscalização de navios procedentes de regiões da África, onde há casos de Ebola, os trabalhadores portuários continuam sem informação sobre a origem dos navios. Diante dessa situação, os sindicatos que representam os trabalhadores portuários se reúnem nesta sexta-feira, às 10 horas, para decidir se vão ou não continuar operando embarcações vindas da África. A reunião será na sede do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária).
“Quando fomos à imprensa mostrar nossa preocupação com o surto da doença e a falta de informação e cuidados no Porto de Santos, autoridades logo vieram a público falar que não havia risco. Logo depois, a Secretaria Especial de Portos divulgou que faria um plano especial e agora a Anvisa afirma que está ampliando a fiscalização. Porém, os portuários que atuam diretamente nas operações portuárias continuam sem informação e só têm conhecimento que os navios vieram da África quando já estão atracados”, enfatiza o presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos.
O sindicalista ressalta que logo após o ministro da Saúde, Arthur Chioro, expor à imprensa que não havia risco de contaminação, o assessor especial da pasta, Fausto Figueira, esteve no SINDICATO. “O Fausto marcou uma reunião comigo e apresentou a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre o surto de Ebola em parte da África. Ele também expôs as recomendações que devem ser tomadas aqui. Porém, na prática, os trabalhadores portuários continuam desinformados. Nenhuma orientação foi dada diretamente aos portuários, somente por meio da imprensa”.
De acordo com informações publicadas pela imprensa, na semana passada, um navio vindo da Nigéria foi liberado para atracação apenas 17 horas após a sua chegada ao cais santista. Outros dois navios, também vindos da Nigéria, também já foram liberados para atracação.
Ao todo, 2.240 pessoas já foram contaminadas em quatro países da Africa e mais de 1.300 pessoas morreram.
“É engraçado a Vigilância Sanitária falar à imprensa que cobra informações dos comandantes das embarcações, envia agentes a bordo para uma checagem, enquanto os portuários que movimentam as cargas não sabem qual navio foi inspecionado, de onde vem a embarcação, nem se há alguém contaminado ou não”, ressalta Everandy Cirino.
O líder do SINDAPORT enfatiza que diante da falta de informação aos portuários, a reunião desta sexta-feira com representantes de todas as categorias vai deliberar sobre a paralisação das atividades nos navios oriundos da África. “Se a informação só chega para a imprensa, vamos cruzar os braços para que as autoridades portuárias reconheçam nossa importância e nossa preocupação com a doença”.
O assessor especial do Ministério da Saúde, Fausto Figueira, também foi convidado para a reunião. O SINDAPORT fica na rua Júlio Conceição 91, Vila Mathias, em Santos.
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