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Seu diploma vale pouco

Fonte: Você S/A

Uma pesquisa divulgada esta semana pelo Chronicle of Higher Education (CHE), site de notícias do mundo acadêmico voltado para professores e administradores universitários, mostra que os empregadores têm dado cada vez menos importância à origem do diploma do recém formado que busca uma vaga de emprego e às notas obtidas por ele durante o período em que esteve na universidade. Os empregadores priorizam, no recrutamento e seleção, informações relativas às experiências profissionais do jovem.
 
O gráfico abaixo, extraído da pesquisa do CHE, mostra que o estágio (local, duração e atividades) conta mais do que o nome da escola, as notas e as atividades extracurriculares realizadas pelo jovem durante a graduação. No estudo do CHE, outras experiências profissionais, obtidas durante a faculdade, até mesmo trabalhos voluntários, aparecem antes na preferência dos empregadores do que informações relativas à universidade e ao desempenho do jovem enquanto estudante.
 
 
A mesma pesquisa segmentou o interesse dos empregadores por industria. Os resultados são mostrados no gráfico abaixo.
 
 
A pesquisa do CHE foi realizada com 50.000 empregadores americanos de diversos setores da economia que haviam contratado jovens formados nos últimos seis meses. Os dados foram coletados no segundo semestre de 2012 e compilados no ano passado. Os resultados foram publicados esta semana. O que os empregadores americanos estão falando, via resultados da pesquisa, é o que a edição de abril de 2012 da VOCÊ S/A também apontava: experiências práticas no trabalho são melhores preditores de sucesso na carreira do que a formação acadêmica. Essa discussão é grande e por trás dela está o questionamento sobre a capacidade das escolas formarem seres pensantes para atuar no mercado.
 

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