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Privatização do Porto de Santos não é prioridade a novo ministro de Portos e Aeroportos

Fonte: A Tribuna On-line
 
Silvio Costa Filho defende gestão pública e prioriza túnel Santos-Guarujá
 
O Porto de Santos está no alvo do novo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Ao tomar posse na manhã desta quarta (13), em ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e à tarde, ao receber o cargo de Márcio França, o titular da pasta deixou claro em entrevista e no seu discurso que não pretende privatizar o complexo portuário santista, o maior do Hemisfério Sul, e que o túnel Santos-Guarujá segue como uma das prioridades. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
 
“O nosso desejo é de trabalhar pela não privatização, mas vamos dialogar com o setor produtivo. Decisão portuária de privatização é decisão de governo”, afirmou o ministro. A intenção de Costa Filho, inclusive, era se reunir com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini. Ele estava em Brasília para a cerimônia de posse.
 
“Eu vou ligar para o presidente Pomini para já a partir de amanhã (quinta) ou sexta-feira fazermos uma reunião sobre o Porto de Santos”, revelou Costa Filho. A Tribuna apurou que, em tese, Pomini estaria de volta hoje à Cidade por outros compromissos. Não se sabe se houve alguma conversa mais demorada ontem mesmo.
 
“É um porto rentável, com quase R$ 3 bilhões em caixa, que vai liderar a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Brasil, que é o túnel Santos-Guarujá, na ordem de R$ 5,5 bilhões. Vamos dialogar com os trabalhadores, que são os que fazem o Porto de Santos”, prosseguiu o ministro de Portos e Aeroportos, em contato com os jornalistas, logo depois da posse.
 
No discurso da transmissão de cargo, Silvio Costa Filho aumentou o tempo de espera da Baixada Santista relacionada à ligação entre as duas cidades. “É uma obra que há mais de 100 anos era sonhada e, se Deus quiser, vai sair pelas mãos do presidente Lula. Há R$ 2 bilhões alocados para esta obra, um desejo antigo de Márcio França, de Geraldo Alckmin (vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e, sem dúvida alguma, do presidente Lula”, disse. Na verdade, o primeiro projeto foi apresentado há 96 anos e noticiado por A Tribuna em 23de janeiro de 1927.
 
O Porto de Santos também foi colocado como exemplo pelo novo ministro quando o assunto foi a enorme capacidade brasileira na agenda portuária. “Mais de 30% da corrente de exportação do País passa pelo Porto de Santos. A gente tem, sem dúvida, um grande potencial de crescimento”, projetou. “É uma posição do presidente Lula e de Alckmin: não temos preconceito com quem produz. Queremos buscar o setor produtivo para ajudar a produzir a geração de emprego e de renda”, emenda.
 
Contatos e antecessor
 
Municipalista convicto, Costa Filho – que pediu licença na Câmara, onde cumpria segundo mandato como deputado federal pelo Republicanos – pretende estabelecer contato com os poderes Executivos de todas as esferas.
 
“Vamos ligar aos 27 governadores, prefeitos de capitais, enfim, todos os prefeitos. Sou municipalista convicto. Precisamos trabalhar para o fortalecimento das nossas cidades. O problema do Brasil não está apenas em Brasília. Está nos nossos municípios, por conta das dificuldades pelas quais o municipalismo passa. Estamos falando, só no Ministério de Portos e Aeroportos, de R$ 70 bilhões nesses próximos quatro anos”.
 
Ao classificar o ministério como “a maior responsabilidade da vida” não apenas pela responsabilidade, mas também por integrar o Governo Lula, Costa Filho também não deixou de saudar seu antecessor, Márcio França, e disse contar com ele para seguir conversando.
 
“Queria parabenizá-lo pelo espírito público e a forma como organizou esse ministério Não é tarefa fácil substitui-lo porque o senhor sabe que deixa um amigo. Quero sempre dialogar sobre São Paulo e o Brasil, construindo uma agenda de maneira coletiva. Não estamos em carreira solo. Fazemos parte do time do presidente Lula”.
 
Histórico
 
Filho do ex-deputado federal Sílvio Costa (Republicanos) - atual suplente da senadora pernambucana Teresa Leitão (PT) -, Silvio Costa Filho tem 41 anos, é de Recife e formado em Pedagogia.
 
Antes de ser eleito deputado federal, o agora ministro de Portos e Aeroportos já tinha sido vereador da cidade em que nasceu - onde iniciou na vida pública em 2004 -, deputado estadual e secretário do Turismo de Pernambuco.
 
Mudanças
 
A posse de Silvio Costa Filho como ministro de Portos e Aeroportos faz parte de uma minirreforma ministerial desenhada pelo Governo Lula nos últimos meses para atrair o apoio político dos partidos do Centrão no Congresso Nacional, ampliando a base nas votações realizadas pelo Poder Legislativo. Além da destinação da pasta portuária e aeroportuária ao Republicanos, o Ministério do Esporte entrou na mesa de negociações e ficou com André Fufuca, do PP. Já o PSB, aliado de primeira hora da gestão petista, viu um de seus nomes mais fortes, Márcio França, ser realocado ao Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, criado nesta quarta-feira.



Novo ministro diz que não pensa em desestatizar o Porto de Santos

Fonte: BE News

Para Silvio Costa Filho, que assumiu a pasta de Portos e Aeroportos, decisão sobre esse assunto é do Governo
 
O novo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), assumiu oficialmente o cargo na manhã de quarta-feira, dia 13. Em coletiva de imprensa, logo após a cerimônia de posse, ele declarou sua intenção de não apoiar a desestatização do Porto de Santos (SP). “Essa é uma decisão do Governo. Não temos nenhum desejo de privatizar o Porto de Santos”, declarou.
 
O ministro prefere optar por promover um diálogo sobre investimentos no complexo portuário. “Vamos conversar com o presidente do porto e com trabalhadores. Há hoje caixa de R$ 3 bilhões”, disse o pernambucano, que se licencia do cargo de deputado federal.
 
Presente na cerimônia de transmissão de cargo de Silvio Costa Filho, na tarde de quarta-feira, o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, afirmou a jornalistas que a expectativa é de que fique no cargo
 
 “Nós estamos conversando […] existe uma possibilidade de ficarmos, há um interesse do Republicanos e do ministro Silvinho pela nossa continuidade, nós precisamos tentar encontrar a calibragem dessa eventual continuidade”, afirmou Pomini, nomeado para o cargo durante a gestão de Márcio França..
 
A posição de Silvio Costa Filho sobre o Porto de Santos está alinhada com a perspectiva de seu antecessor, Márcio França, agora ministro de Micro e Pequenas Empresas. Contudo, diverge da posição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também é membro do Republicanos. Desde seu mandato como ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro, Tarcísio sempre defendeu a desestatização.
 
Transmissão do cargo
 
À tarde, Silvio Costa Filho participou da cerimônia de transmissão de cargo. O auditório da Esplanada dos Ministérios estava lotado de apoiadores, representantes do setor portuário, jornalistas e parlamentares. Márcio França entregou o cargo após um discurso entusiasmado sobre o seu período à frente da pasta.
 
França lembrou que organizou a estrutura do Ministério e que entregar Portos e Aeroportos para Sílvio Costa Filho foi como “levar uma filha ao altar”. “Com carinho, mas com a certeza de que ela está bem encaminhada”, disse Márcio França.



Tom conciliatório marca discurso do novo ministro de Portos e Aeroportos

Fonte: BE News - Coluna Hub

Conciliação 1
 
O tom conciliatório marcou o discurso do novo ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE), na solenidade de transmissão do cargo, na tarde de ontem, no auditório do Ministério de Portos e Aeroportos – que recebeu um público recorde, ficando totalmente lotado. Ele fez questão de citar que o programa Voa Brasil, de barateamento de passagens aéreas, será desenvolvido juntamente com seu antecessor no cargo, o hoje ministro de Micro e Pequenas Empresas, Márcio França – que deixou a função irritado com o Planalto. Também destacou a parceria que quer construir com o ministro dos Transportes, Renan Filho, que responde pelos modais rodoviários e ferroviários.
 
Conciliatório 2
 
Também foram destacados, no discurso do ministro, a importância do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que foi prestigiar a transmissão do cargo, e a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela foi lembrada quando Costa Filho citou seu pai, o ex-deputado federal Sílvio Costa, que foi vice-líder do Governo na Câmara durante a gestão da petista.
 


Ministro Costa Filho se reuniu com o deputado federal

Fonte: BE News - Coluna Hub

Reunião prévia
 
Minutos antes da transmissão de posse, o ministro Costa Filho se reuniu com o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos do Congresso Nacional. Segundo o parlamentar, o novo titular da pasta “se comprometeu a visitar a região em breve, além de dar prosseguimento a todo o importante trabalho iniciado pelo meu amigo Márcio França. Independentemente de bandeira ou ideologia partidária, seguiremos trabalhando juntos pela Baixada Santista!”.
 

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