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Em obras, Retão da Alemoa se torna teste de paciência no Porto de Santos
Fonte: A Tribuna On-line
Primeira fase do serviço acaba este mês; profissionais do volante e transportadores fazem cobranças
Trafegar pela Avenida Augusto Barata, mais conhecida como Retão da Alemoa, na Margem Direita do Porto de Santos, tem exigido paciência nos últimos meses. Motoristas autônomos que transportam contêineres, empresas e entidades do setor se queixam da infraestrutura e da lentidão no trânsito. Hoje, as obras de recuperação de um trecho de 500 metros da pista agravam o gargalo logístico, mas a Autoridade Portuária de Santos (APS) prevê concluir a primeira etapa ainda neste mês.
Segundo a APS, o projeto engloba a pavimentação de 500 metros da via e o trecho atualmente em execução tem cerca de 250 metros. A Autoridade Portuária explicou que as obras foram divididas em quatro fases e consistem na substituição dos paralelepípedos por asfalto e ampliação do sistema de drenagem pluvial, buscando dar fluidez ap tráfego.
"Além disso, haverá a construção de canal de drenagem, em substituição à vala existente, com maior capacidade de vazão e consequente melhoria no escoamento da rede municipal. A previsão é de que a primeira fase das obras seja concluída ainda em julho”, declarou a APS, em nota.
A obra foi contratada por R$ 20,4 milhões e será custeada com recursos da Autoridade Portuária. “A expectativa é que haja maior fluidez no trânsito na região da Alemoa, considerando a substituição do pavimento e a melhoria na geometria do sistema viário local”.
No entanto, para o diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), João Ataliba de Arruda Botelho Neto, a obra é paliativa.
“É uma solução paliativa. Enquanto não melhorarmos a entrada e a saída do Porto de Santos, não criarmos um tráfego contante e permanente da entrada da Alemoa até a Ponta da Praia e um viaduto de acesso à Brasil Terminal Portuário (BTP), os problemas continuarão”. Ele complementa que, “além disso, é preciso construir áreas de acostamento para os caminhões, que não existem hoje na Avenida Augusto Barata”.
O CEO da BTP, Ricardo Arten, também defende que a solução ao gargalo logístico crônico na região é a construção de mais acessos ao Porto de Santos. “Possuímos apenas uma via para entrada e saída de caminhões na Margem Direita e estamos em um período de maior movimentação de cargas. Esses fatores, aliados às obras no Retão da Alemoa, trazem impactos. Na BTP, com o congestionamento nas vias próximas ao terminal, temos sentido o aumento no tempo em que os caminhões permanecem nos gates”.
Ele reiterou que a questão dos acessos deve ser analisada de forma mais ampla. "O nosso porto é o maior da América Latina e temos apenas uma via para escoamento de cargas, devemos ampliar a nossa estrutura considerando não apenas o modal rodoviário, mas também o ferroviário. E trazer mais mobilidade para a população da Baixada Santista”.
O motorista autônomo Rildo de Oliveira, que transporta contêineres entre as duas margens do Porto de Santos, disse que “o trânsito no Retão da Alemoa é ruim”, o que dificulta a conclusão do serviço. "Às vezes, a gente leva de duas a três horas para poder retornar para o Guarujá”.
Outro motorista que também atua no Porto de Santos, Oberaci Gomes dos Santos, afirmou que trafegar na Avenida Augusto Barata tem sido “muito difícil, porque tem muito trânsito e as obras não andam. Além disso, do Guarujá para Santos, eu levo entre quatro e cinco horas. É um percurso que levaria, em média, três horas”.
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