Notícias

Logística eficiente e incentivos fiscais são caminhos para fomentar negócios

Fonte: A Tribuna On-line
 
Empresários e representantes de entidades falaram sobre o tema no Summit Porto-Indústria
 
Atrair indústrias para o Porto de Santos está diretamente relacionado à desburocratização, baixa carga tributária e infraestrutura logística e energética. É o que apontam empresários e representantes de entidades que participaram do Summit Porto-Indústria, nesta quinta-feira (6), no Grupo Tribuna. O debate ocorreu no painel “Um porto exportador de commodities ou gerador de riquezas?”.
 
A diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fátima Giovanna Coviello Ferreira, disse que “a indústria química depende de matéria-prima, energia e logística. O Porto de Santos é um grande parceiro”.
 
Fátima observou que o setor espera por políticas públicas que estimulem o desenvolvimento de modo a expandir a pauta de exportações. “A indústria movimenta 200 milhões de toneladas por ano, mas exportamos um terço do volume, os outros dois terços são de importação”.
 
O vice-presidente administrativo da Hyundai Brasil, Ricardo Augusto Martins, afirmou que “pensamento tem que estar focado em atividade industrial, no benefício que será levado para a sociedade como um todo. A atividade de governo é a facilitadora para essa implementação, com políticas de infraestrutura que agilizem. Atrair novas empresas para o Porto de Santos é a parte mais fácil, assim que tiver políticas claras e que, sobretudo, a infraestrutura esteja funcionando plenamente.
 
Já o diretor de Logística da Minerva Foods, Adriano Rosa, lembrou a dificuldade que a empresa teve para se instalar no Porto de Santos. “Os trâmites burocráticos dificultaram. É preciso que haja flexibilidade e agilizar o processo”. Ele mencionou ainda que é preciso resolver os gargalos de infraestrutura para que haja interesse na expansão de negócios industriais.
 
O presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), João Maria Menano, disse que é preciso haver foco na reforma tributária, aprovada ontem à noite pela Câmara dos Deputados (leia mais na página B-1) “antes de olhar para a área industrial e zonas de processamento de exportação (ZPEs)”. “Além disso, sou a favor do Porto-Indústria na Área Continental”, complemento.
 
O diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abra), Angelino Caputo, falou sobre atrativos para as indústrias. “Tem que ter incentivos, regras. ZPE é uma ideia relativamente antiga e o marco legal dela (Lei Federal 11.508/2007) veio para incentivar, só que mais afugentou do que incentivou. Tem muitas limitações, como, por exemplo, determinar que 80% da produção tinha que ser exportada".
 
Por sua vez, no escopo da relação Porto-Cidade, o secretário de Assuntos Portuários e Emprego de Santos, Bruno Orlandi, destacou a assinatura do Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (Trimmc) entre a Prefeitura e a Petrobras, ontem, para a instalação de um terminal na Alemoa, que prevê R$ 34 milhões em investimentos como contrapartida compensatória (leia mais na página A-7). “Os recursos serão destinados à recuperação da Alemoa, para drenagem e pavimentação”.
 
Alerta
 
Maxwell Rodrigues, mediador do painel “Um porto exportador de commodities ou gerador de riquezas?”, fez um alerta aos convidados. “A exportação de commodities pelo Arco Norte não é uma realidade de agora. E o maior Porto do Hemisfério Sul (Santos) não pode ficar refém da soberba, acreditando que o Estado de São Paulo, o maior em riquezas do País, não vá perder carga. Já estamos perdendo, por ineficiência. num mundo tão competitivo”.
 

Imprimir Indicar Comentar

Comentários (0)



Compartilhe



Voltar