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Demorou, mas finalmente a SPA (CODESP) terá nova diretoria

Fonte: Sindaport - Diretoria
 
Já fazia algum tempo que nossos associados reclamavam com ansiedade e até angústia, a demora para que uma nova diretoria assumisse o comando da empresa SPA, nossa antiga CODESP.
 
E não é para menos, porque passamos 4 anos de realmente muita angústia, pois essa diretoria, finalmente de saída, seguia a risca a cartilha do ex-governo federal, trabalhando a todo vapor para facilitar a privatização e entrega da empresa para a iniciativa privada.
 
Foram 4 anos que sofremos com demissões, perdas de conquistas, desmonte de vários setores e de atividades, tudo em nome de uma “modernidade”, mas que na verdade, todos sabíamos, era para facilitar os caminhos dos futuros donos da empresa, após o leilão de privatização.
 
E sobre os novos dirigentes que irão assumir o comando da empresa, a expectativa da diretoria do SINDAPORT é grande e ao mesmo tempo positiva.
 
O advogado e ex-secretário de Justiça da Prefeitura de São Paulo, Anderson Pomini, encabeça a lista e deverá assumir como novo diretor-presidente da SPA. Abaixo os demais nomes:
 
Bernadete Bacellar do Carmo Mercier é advogada e deve assumir a Diretoria de Administração e Finanças;
 
Antônio de Pádua de Deus Andrade está cotado para Diretoria de Operações;
 
Eduardo Lustoza, o engenheiro deve assumir a Diretoria de Desenvolvimento de Negócios e Regulação;
 
Carlos Eduardo Bueno Magano, ex-presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), pode ficar à frente da Diretoria de Infraestrutura.
 
Se não tivemos, a volta para os estatutos como já foi anteriormente, a obrigatoriedade de um diretor ser empregado de carreira da empresa, pelos menos com exceção do novo presidente a ser empossado, os demais diretores já passaram pela empresa, ocupando cargos de relevância e conhecem muito de porto e também da CODESP.
 
E com relação ao novo presidente da empresa não ter especificamente experiências no setor portuário, também não vemos isso como um problema antecipado. Talvez essas escolhas, para diretorias já com experiências no setor portuário e presidência com grande conhecimento e experiências na área jurídica, tenham sido planejadas.
 
Uma das constantes críticas que sofre a Autoridade Portuária Pública e não privada, é a dificuldade e demora em algumas implementações, face às exigências das burocracias legais. Sendo assim, um novo presidente com grande conhecimento jurídico, além de bom trânsito em diversos setores governamentais, pode ajudar e muito na construção dessas “pontes” entre empresa e outras autoridades, sejam nível federal, estadual ou municipal.
 
Evidente que, após esses 4 anos com falta de diálogo e algumas perdas, as nossas demandas são grandes, na mesma proporção de nossa expectativa positiva.
 
Nosso futuro primeiro encontro com a nova diretoria da empresa será para a entrega da nossa pauta de reivindicações, já aprovada em assembleia da categoria, visando à renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, com a nossa data-base em 1º de junho.
 
Dentre os pontos principais, além da garantia da data-base e a manutenção na íntegra do atual acordo coletivo, até que um novo acordo venha a ser assinado, temos como prioridades: índice de reajuste salarial com 100% da inflação do período; aumento real para recuperação das perdas dos últimos 5 anos em 2,83%; reajuste no valor do vale refeição acima da inflação; vale refeição adicional junto ao 13º salário em dezembro; volta das horas extras com adicional de 100%; volta do adicional de férias em 50%; volta do desconto de plano de saúde, para a ativa 45% e aposentados 60%, com a resolução CGPAR sendo julgada inconstitucional.
 
Além da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, também temos outras demandas muito importantes, algumas sabemos que será necessário certo tempo, que esperamos não seja tão exagerado, mas outras ações podem ser implantadas de imediato.
 
Exemplo do que pode ser corrigido de imediato é a reativação dos crachás de identificação funcional para entrada nos locais de trabalho dos que SÃO empregados da Codesp, mas que ESTÃO como diretores do Sindaport. Fato que nunca havia acontecido nos 90 anos do sindicato.
 
Este problema também atinge os demais sindicatos portuários, sendo que seus diretores e até presidentes não podem adentrar aos locais de trabalho no cais para, por exemplo, entrega de seus boletins informativos, comunicação com seus representados, etc.
 
Outros exemplos, que podem rapidamente serem recompostos, atividades seculares do setor de RH da empresa para controle de ponto e de férias, que passou a ser obrigatório pelo próprio empregado. Serviços de atracação e amarração de navios, atividades da Autoridade Portuária Pública. Atividades e serviços de manutenção ao longo do cais, controle de entrada e saída nas portarias da empresa, hoje terceirizada, mas que sempre foram atividades da Guarda Portuária.
 
Outras demandas que podem ser feitas no médio prazo: concurso público para o preenchimento de vagas para atender ao número máximo permitido de empregados, revisão do Plano de Cargos e Salários implantado em 2013, volta do regramento para as promoções por antiguidade e merecimento, dentre outras.
 
Pelo menos, queremos crer, que com a posse da nova diretoria da empresa, tenhamos a volta de um diálogo aberto, como sempre tivemos, antes deste último governo.
 
Finalizando, importante parabenizarmos o nosso ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, pelo acerto na escolha dos nomes para a diretoria da empresa.
 
No entanto, independente deste acerto quanto à nova diretoria e no bom relacionamento que já tivemos num passado recente com os novos diretores indicados e, ainda, com as informações obtidas, que o novo presidente é um gestor competente e aberto ao diálogo, temos que entender que sempre o trabalho de gestor é o compromisso para com a empresa, e o nosso compromisso, sindicato e categoria, é continuarmos nossa luta, com unidade e mobilização, a fim da manutenção plena de nossos empregos e garantia de nossas conquistas consagradas nos Acordos Coletivos de Trabalho.
 
No mais, é desejar a todos que tomarão posse na diretoria da empresa, uma profícua gestão, com muito sucesso para todos nós.
 
E a luta continua... sempre!
 

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