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Direito de Resposta

Fonte: SPA
 
Em relação ao texto “SPA registra lucro graças aos trabalhadores” publicado pela Diretoria do Sindaport em 17/11/22 neste espaço, a SPA esclarece alguns pontos. Em primeiro lugar, é importante destacar que os resultados positivos alcançados pela Companhia são reflexo de muito esforço, sim, de todos seus funcionários e dirigentes, sejam concursados ou comissionados, e ilustram em grande medida os princípios de uma gestão técnica, pautada pelo profissionalismo, ética e senso de austeridade com o recurso público.
 
Comparemos a situação em que a empresa se encontrava em 2018 versus a atual, quase 4 anos depois. O número mais visível e que, em grande medida, reflete e resume a transformação realizada é, como em qualquer empresa, o seu resultado. Em 2018, o prejuízo alcançou a incrível marca de R$ 468 milhões. Esse prejuízo tem um efeito prático, pois o acionista controlador, no caso a União Federal, acaba pagando essa conta. Isso consome recursos de arrecadação de impostos que poderiam ter sido destinados para saúde, educação e segurança. É importante ter clareza a respeito desse impacto pernicioso.
 
O ano de 2019 foi o primeiro da atual gestão e a situação já foi revertida para lucro. A agenda focada em eficiência e produtividade foi se intensificando e seguidos recordes de lucro foram quebrados. Em 2022, inclusive, foi possível recolher aos cofres da União R$ 318 milhões em dividendos. Notem a diferença! Em vez de a União ter de cobrir déficits, recebeu quase R$ 320 milhões para reforçar o caixa e viabilizar, por exemplo, investimentos em novas infraestruturas ou mesmo em saúde, educação e segurança. Neste ano, a SPA deverá auferir lucro de quase R$ 500 milhões.
 
Os excelentes resultados alcançados permitiram que a empresa resgatasse sua credibilidade no mercado (passou das páginas policiais para as páginas de economia e negócios) e os funcionários voltassem a ter orgulho em pertencer, conforme registrado na evolução positiva dos principais indicadores de pesquisa de clima.
 
O esforço e a competência do atual quadro de funcionários têm sido recompensados. Neste ano foi pago, com muita satisfação, valor recorde de participação nos lucros a todos os funcionários. Muitos chegaram a receber 3 salários de bônus (teto da regra do programa). E as perspectivas para o próximo exercício são ainda melhores.
 
Em nenhum momento a atual gestão deixou de assegurar e ampliar os benefícios a todos os funcionários. O enxugamento de quadro se deu por meio de dois programas incentivados de desligamento voluntário, com incentivos que chegaram a 18 salários, proporcionando saída digna e honrosa para quem tanto contribuiu com o crescimento da empresa.
 
Implementamos ainda um novo plano de previdência privada, no qual, para cada real poupado pelo funcionário, ele recebe outro real da empresa. Além disso, temos investido fortemente em treinamento e capacitação do mais alto nível. Foram quase 300 mil horas de treinamento e requalificação profissional nos últimos 3 anos, incluindo um ambiente virtual de aprendizagem, cursos de EAD, bolsa de Inglês, MBA na USP, entre outros.
 
Outra conquista fundamental na atual gestão foi o equacionamento do Portus. O plano de previdência complementar vigente em 2018 estava muito próximo de quebrar (tinha perto de 5% de solvência). Sob intervenção federal desde 2011, acumulava déficit de alguns bilhões de reais. Com muito empenho da atual gestão e negociação com participação de todos os atores envolvidos (sindicatos, participantes e órgãos de controle), o déficit foi equacionado e o plano atualmente está saudável e superavitário, garantindo o benefício previdenciário para quase 5 mil participantes. O equacionamento do Portus, como bem o Sindaport sabe, foi tão bem-sucedido que virou bechmarking para o governo federal solucionar outros planos de pensão de estatais.
 
O reconhecimento aos esforços de todos os funcionários também se concretizou no reajuste concedido no âmbito do acordo coletivo firmado esse ano, que alcançou 11,73%, repondo integralmente a inflação do período, patamar acima do obtido por muitas empresas do mercado e que foi conseguido após pleito defendido incansavelmente pela Diretoria Executiva junto à Sest, do Ministério da Economia. Vale destacar que a SPA foi a única empresa do setor portuário a conseguir reajuste dessa ordem.
 
Sobre o corte em horas extras, a atual gestão entende como muito saudável que todos os funcionários possam usufruir do convívio familiar e social em suas horas de folga. Enquanto parte dos funcionários pode ter sofrido eventual redução no total dos vencimentos pela menor realização de horas extraordinárias, todos se beneficiaram do pagamento recorde de participação nos lucros.
 
Além disso, a SPA rechaça qualquer discriminação ou até mesmo preconceito com funcionários comissionados. A gestão é pautada por princípios profissionais e valores como trabalho em equipe, independentemente se o funcionário é comissionado ou concursado.
 
A substancial melhoria no clima organizacional da SPA dá prova de que estamos no caminho certo. Lucro não é pecado. É necessário para a sustentabilidade de longo prazo em qualquer negócio ou organização, ainda mais em uma empresa pública, onde qualquer déficit ou prejuízo trará danos a todos os cidadãos e pagadores de impostos.
 

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