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Diretoria da SPA abertamente defende privatização da empresa, mas enquanto isso… arrumam “boquinhas” para os amigos de leitura

Fonte: A Diretoria
 
Se o presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos, pudesse definir as últimas demissões feitas pela diretoria da SPA com apenas dois termos, Cirino diria: “INJUSTAS E MENTIROSAS”.
 
Companheiros com mais de 30 ou 40 anos de trabalho dedicados a empresa, boa parte desse tempo ocupando cargos de confiança. Alguns desses companheiros em atividades na área Financeira da empresa, trabalhando com emissão de cheques, pagamentos, até com dinheiro em espécie, tendo sempre a total confiança dos diretores financeiros que passaram pela empresa, porque nunca houve um fato sequer que pudesse desqualificar o trabalho desses companheiros ou perda da total confiança que eles sempre tiveram.
 
Empregados que são merecidamente reconhecidos como competentes e altamente qualificados, não apenas dentro da empresa pelos demais colegas de trabalho, mas também por pessoas de fora, como membros do CONSAD, do CAP ou do Conselho Fiscal que, quando necessário, recebiam informações detalhadas e precisas durante várias reuniões.
 
Os companheiros anistiados por determinação judicial, também injustamente demitidos, pois quando das suas readmissões eles foram cedidos pela empresa para atividades em prefeituras por exemplo, sem opção de negar, e agora que houve o fim desse trabalho já foram sumariamente demitidos, sem a mínima chance de mostrarem condições de serem reaproveitados em atividades dentro da SPA.
 
O Presidente Cirino, afirma ainda que, “sendo demissões injustas já não poderiam ter sido feitas, mas pior ainda, feitas em bases mentirosas”.
 
Como sempre, querendo parecer mais qualificados do que realmente são, ficam usando termos mais difíceis, parecendo querer falar bonito, usaram para as demissões o termo: “foram feitas por economicidade”.
 
Então vamos ao famoso “pai dos burros”, o dicionário, para saber o real significado do termo “economicidade”.
 
Economicidade em Economia significa: “relação entre o custo (gastos, despesas e desembolsos) e o benefício (vantagens, lucros) de um empreendimento, projeto, serviço, atividade pública, entre outros”.
 
O Presidente Cirino então comenta: “nem temos certeza se o diretor conhece de fato o termo economicidade, mas se conhece, mentiu ao usar esse motivo para as demissões, senão vejamos”.
 
Alguns dos companheiros demitidos estavam ocupando cargo de confiança. Por terem mais tempo de empresa, salários já com algumas vantagens incorporadas, o ganho no cargo de carreira se equivale ao ganho no cargo de confiança, ou seja, não acarreta em mais ou novas despesas para a empresa, além de contar com a experiência e qualificação desses empregados do corpo técnico e de carreira.
 
Mas o que vem fazendo a empresa, tentando enganar a opinião pública, mostrando que trabalham sempre pensando na “economicidade”?
 
Os empregados mais antigos, que a muito tempo ocupavam cargos de confiança, são retirados desses cargos e voltam para as suas atividades nos cargos de origem.
 
Para essas vagas, são trazidos “gafanhotos” de fora da empresa e passam a receber os salários dos cargos comissionados, além de alguns “mimos”, como auxílio mudança, etc., ou seja, a empresa gasta mais trazendo essas pessoas de fora para ocuparem cargos, do que se mantivessem os empregados do quadro de carreira, sem contar a falta de continuidade, a menor experiência e qualificação profissional desses “gafanhotos” de fora.
 
O presidente Cirino, afirma que “não estamos falando de um caso isolado, mas sim, de muitos e muitos casos”.
 
Um levantamento rápido e preliminar, aponta que já temos 40 pessoas de fora dos quadros da empresa ocupando os cargos de confiança, além dos 5 diretores, temos mais 35 trazidos de fora para ocuparem cargos comissionados, como assessores e superintendentes.
 
Quando a SEST autorizou a implantação na empresa de um novo PCC - FC - Plano de Cargos e Carreira – Função Comissionada, havia uma limitação do número de cargos, além de um limite para cargos a serem ocupados por pessoas de fora do quadro de empregados.
 
Informações preliminares que nos trazem, que esses limites já teriam sido desrespeitados, havendo mais gente de fora do que permitiria o Plano de Cargos.
 
O presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino, afirma que “além de colocar o nosso Departamento Jurídico a disposição dos companheiros, injusta e indevidamente demitidos, também estaremos enviando aos órgãos competentes, como Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, para que se faça uma averiguação se o regramento existente vem sendo cumprindo pela Autoridade Portuária”.
 
Finalizando, a diretoria do SINDAPORT pede que os companheiros da base tenham muito cuidado com certos comentários, para não deixar que uma mentira contada mil vezes se torne verdade.
 
Não vamos dar “eco” a alguns comentários inverídicos ou que não justificam as demissões, fazendo parecer que a direção da empresa acertou ao demitir, propagando comentários do tipo: “estavam sem função mesmo”, “com a multa de 40% do FGTS maior que o PIDV então foi bom ser demitido”.
 

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