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A gosto de Deus
Fonte: A Diretoria
Ainda estamos em agosto de 2021, mas nós, empregados da SPA – Autoridade Portuária de Santos, já sentimos saudades da Codesp.
Sabemos que o processo de desestatização do Porto de Santos está em curso, acompanhamos os esforços que o Governo Federal vem fazendo para acelerar a privatização da Autoridade Portuária de Santos, porém, a Diretoria da SPA já aplica atos de gestão de empresa privada, talvez por seus gestores serem oriundos desse sistema.
Precisamos lembrá-los que a Companhia Docas ainda é pública e o quadro de empregados que ingressaram na empresa através de concurso público está sujeito às regras desse regime.
Nos últimos dias temos acompanhado um show de horrores, dignos das “noites de terror do Hopi Hari”, famoso parque de diversões no interior paulista. Empregados com trinta, quarenta anos de serviços prestados à empresa estão sendo demitidos sem nenhuma motivação, com direito a “notinha” de agradecimento na intranet da empresa, que enaltece o currículo do “gafanhoto” que assumirá a função do técnico de carreira que é “despejado” da empresa de maneira melancólica!
Na saudosa Codesp – Companhia Docas do Estado de São Paulo, o reconhecimento aos bons funcionários se dava através da “estabilidade de emprego”, que nós “CODESPANOS RAÍZ” sempre tivemos. Na atual SPA, a gestão funciona através do “SLOGAN” de “modernização de gestão financeira, otimização de atividades, fluxo de comunicação, economicidade”, mas na verdade todo esse blá, blá, blá tem o intuito de depreciar e enxugar o quadro de funcionários efetivos. Por que não se aplica a economicidade com os “gafanhotos comissionados”?
O próximo capítulo do show de horrores se dará na implantação da “cartilha de horas extras”. Temos a informação que com o retorno dos funcionários que se encontravam afastados pela Resolução da Covid-19, a determinação da Diretoria é para zerar as horas extras. Isso já era esperado, porém a novidade nesse caso é como serão praticadas as horas extraordinárias que por extrema necessidade de serviço precisarem serem feitas: em alguns setores da empresa os funcionários já estão sendo informados pelos seus superiores que de acordo com a nova cartilha, os extraordinários só serão praticados por empregados que serão divididos por “grupos”, levando em consideração os menores salários, ou seja, só poderão fazer horas extras (quando houver) os empregados que ganham menos e o pior, não será opcional, terá que fazer!
A Diretoria da empresa, seguindo o exemplo do mandatário maior da República, pensa e age como se estivessem dentro de quartéis militares, onde os subordinados são obrigados a bater continência.
Vamos aguardar os acontecimentos e as próximas cenas de terror, pois os corredores e todos os locais de trabalho dentro da empresa já estão assombrados pelo medo e pelo pânico.
Lembramos que toda ação, provoca reação, depois não adianta reclamar e colocar a culpa nos empregados, alegando passivo trabalhista, assim como fez um recente mandatário da empresa, que apelidou os funcionários de carreira de “cupins” e, lamentavelmente, acabou nos deixando dentro de um camburão da Polícia Federal!
Temos a esperança e acreditamos que esse jogo ainda pode virar!
Comentários (1)
Edgard Santos de Almeida
Data: 07/08/2021 - 07h45
Infelizmente dedicamos 30, 40 ou mais anos a Codesp, e neste Desgoverno, somos tratados como animais descartáveis, isto é amentalidade predadora deste Desgoverno.
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