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Brasil ocupa a 56ª posição em ranking mundial de competitividade

Fonte: Poder 360
 
O Brasil subiu 3 posições no ranking de 2020 de competitividade feito pela IMD (International Institute for Management Development), escola de negócios da Suíça. De 2019 para este ano, passou da 59ª colocação para a 56ª. Mas ainda está entra os 7 piores países. Eis a íntegra.
 
O ranking foi divulgado nesta 3ª feira (16.jun.2020). O estudo avalia o desempenho da economia, da infraestrutura e da eficiência do governo e das empresas. Ao todo, são 63 países analisados.
 
Contribuiu para a leve melhora o desempenho das empresas brasileira, que passou da 57ª para a 47ª posição. Segundo a IMD, o país está na melhor posição dos últimos, pelo menos,  5 anos. A melhora do Brasil foi classificada pela escola como “tímida”.
 
Os dados são formados com base em indicadores macroeconômicos e questionário de opinião executiva entre gestores de alto escalão de empregas.
 
O Poder360 preparou 1 infográfico com os principais destaques da pesquisa.
 
 
O professor Carlos Arruda, coordenador do núcleo de inovação e empreendedorismoo da Fundação Dom Cabral, disse que o fato de o Brasil ter ganhado 3 posições não significa que o país está mais competitivo do que no ano passado.
 
“Essa conquista de 3 posições não significou melhoria nas condições competitivas no Brasil. No número absoluto, o Brasil está menos competitivo do que estava no ano passado, que é medido por uma avaliação relativa”, disse.
 
Na prática, outros países tiveram piora nas condições, como, por exemplo, a África do Sul, que recuou 3 posições –de 56º para 59º.
 
O Brasil melhorou no critério burocracia, corrupção e marco regulatório, por exemplo. Mas perdeu 9 posições no critério de atração de investimentos, saindo da 19ª para a 28ª colocação.
 
O emprego também está estagnado e o comércio internacional perdeu 8 posições com os impactos da guerra comercial entre EUA e China.
 
Do ponto de vista de contas públicas, o Brasil supera a Venezuela e ocupa o último lugar. Em estruturas sociais, está entre as piores notas de desigualdade social, de gênero e de raças. Também caiu no critério de infraestrutura básica.
 
O Brasil já esteve em patamares melhores do que o atual. Em 2011, por exemplo, esteve na 44ª posição no ranking. Recuou até o pior nível, em 2017 (61º), e tem retomado de forma lenta, segundo Arruda.
 
Para o professor, o Brasil precisa fazer reformas e reestruturar o ambiente político e econômico para subir no ranking.
 
Os pesquisadores da Fundação Dom Cabral comentaram os resultados em live transmitida nesta 3ª feira (16.jun.2020). Assista à íntegra da transmissão (1h5min):
 
 
COMPETITIVIDADE NO MUNDO
 
Ao contrário do Brasil, não houve melhora na nota dos países do Brics, grupo de nações emergentes que conta com a Rússia, Índia, China e África do Sul.
 
Pelo 2º ano consecutivo, Singapura ocupa o topo do ranking. E pela 1ª vez em 5 anos os Estados Unidos não estão entre os top 5.
 
Segundo o IMD, a liderança de Singapura no ranking de 2020 está relacionada ao “notável desempenho econômico fundamentado no comércio e investimento internacional, medidas de emprego e mercado de trabalho, finanças públicas e legislação comercial”.
 
Os Estados Unidos, por sua vezes, registraram uma das maiores perdas de competitividade do ranking. Houve deterioração do comércio internacional e das finanças públicas, além de quedas nas medidas de emprego e mercado de trabalho.
 
A América do Sul avançou no ranking médio neste ano, passando da 56ª para a 54ª posição, mas segue sendo a sub-região menos competitiva, com Argentina e Venezuela na lanterna.
 
METODOLOGIA
 
O ranking é feito pelo IMD desde 1989. No Brasil, a Fundação Dom Cabral é responsábel pelo capítulo do Brasil no levantamento.
 
Os dados estatísticos são indicadores macroeconômicos, cuja fonte são instituições nacionais e internacionais de estatística (como o IBGE no Brasil).
 

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