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Diretoria da Codesp na contramão do Governo Bolsonaro
Fonte: Sindaport / A Diretoria

Já é de conhecimento público que a ideia do modelo de privatização do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio Carvalho, para a estatal que administra o Porto de Santos, é bastante diferente do modelo de privatização pensado pelo Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni.
Além desse, cabe aqui destacar outro importante fato que revela a total falta de sintonia entre o mandatário da Autoridade Portuária de Santos e o governo do presidente Jair Bolsonaro.
Desde o início de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro não esconde de ninguém seu total descontentamento com o excesso de funcionários públicos no Governo Federal, em todas as suas esferas, principalmente ocupando cargos de confiança, ainda que os fatos, pelo menos no âmbito do INSS, mostrem exatamente o oposto.
Por aqui, caminhando, ou melhor, navegando na direção contrária ao mandatário da nação, o presidente da Codesp desconsidera a recomendação e por tal entende que tem assessores de menos para auxiliá-lo em sua árdua tarefa de privatizar a docas paulista, implantar seu PDZ, desativar a Usina de Itatinga, taxar as vias perimetrais portuárias, entre outras.
Esquecendo, desprezando, desconhecendo (ou sabe-se lá o que) o disposto no chamado PCCFC - Plano de Cargos Comissionados e Funções em Comissão - que determina um número exato de cargos de confiança na Codesp, Casemiro Tércio julgou que o número autorizado não era o bastante e determinou a criação de mais 10 cargos comissionados de assessores para serem contratados sem concurso público, ou seja, através do famoso, nefasto e sempre abominável "dedômetro".
Segundo comentários da “rádio peão”, o fenômeno da comunicação, que chegaram ao Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), para viabilizar as dez contratações (com salários generosos) teriam sido remanejadas verbas referentes à dragagem, ideia aprovada em recente reunião da DIREXE e posteriormente enviada ao CONSAD – Conselho de Administração.
Acontece que, segundo a mesma rádio peão, não concordando com a decisão da DIREXE em criar essa dezena de cargos de assessoria, os conselheiros determinaram que o assunto fosse primeiro enviado para a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST, para a devida análise e, se for o caso, aprovação daquele órgão, em Brasília.
A posição do Sindaport é clara, pela qual entende que o número de cargos permitidos para contratados fora do quadro de empregados já está acima do que deveria ser, portanto, não se justificando a contratação de mais 10 assessores, seguramente vindos de fora da cidade e da região, os já conhecidos gafanhotos.
Por mais que se queira justificar as contratações como sendo pessoas com curriculum diferenciado, certamente por trás, sempre tem o famoso “QI – quem indicou”.
Defendemos sim, a valorização dos empregados de carreira ingressos na empresa através de concurso público, de maneira limpa, transparente e, sobretudo justa, preparados e qualificados para o exercício dos mais diversos cargos/funções, inclusive as de confiança.
É por essas e outras, com destaque para essa notória falta de sintonia que coloca de um lado o presidente da Codesp, Casemiro Tércio, e de outro o Governo Federal (leia-se Ministério da Infraestrutura) que surgem, a todo instante, boatos que antecipam a queda de Casemiro Tércio e sua trupe, consoante a novas indicações, nova diretoria e por aí vai.
Por derradeiro, vale informar que estamos apurando um suposto aluguel, para uso do presidente da Codesp, de carro blindado da renomada fabricante alemã Volvo, portanto importado e não por acaso um "possante" muito mais caro do que o veículo utilizado pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, um Ford Fusion modelo 2.5.
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