Notícias
Governo Bolsonaro quer congelar o salário mínimo por alguns anos
Fonte: CUT
Proposta da equipe econômica chefiada pelo banqueiro Paulo Guedes é não repor a inflação por alguns por causa do buraco nas contas públicas provocado pela crise econômica que ele não consegue resolver

O governo de Jair Bolsonaro (PSL), que até agora não apresentou uma proposta sequer de desenvolvimento sustentável, está preparando mais um ataque brutal contra a classe trabalhadora e os aposentados e pensionistas, especialmente os mais pobres que recebem um salário mínimo (R$ 998,00). mês.
De acordo com o Portal do Estadão, a equipe econômica, chefiada pelo banqueiro Paulo Guedes, está estudando a possibilidade de retirar da Constituição a previsão de correção do salário mínimo pela inflação, reduzindo ainda mais o poder de compra de quem sobrevive com um salário mínimo por mês, de salário ou benefícios previdenciários, como aposentadoria, pensão por morte.
Ainda segundo o Estadão, Guedes e sua equipe querem congelar até a reposição da inflação até que as contas públicas estejam em ordem. A ideia é que em momentos de grave desequilíbrio fiscal, como o atual, o governo possa congelar tudo.
A proposta de orçamento para o ano de 2020, afirma a matéria, prevê aumento do salário mínimo dos atuais R$ 998 para R$ 1.039 a partir de janeiro do ano que vem, levando em conta a variação da inflação. Há quem defenda, no entanto, não dar nem mesmo a inflação como reposição salarial para abrir espaço no Orçamento para despesas de custeio da máquina pública e investimentos.
Hoje, a Constituição prevê que é direito social do cidadão ter acesso a um salário mínimo "com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo". Isso significa que todos os anos o governo é obrigado a, pelo menos, repor a inflação.
Até o ano passado, a Política de Valorização do Salário Mínimo (Lei 13.152), criada durante o governo do ex-presidente Lula e aprovada pelo Congresso Nacional durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, fixava a correção com base no Índice de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Em janeiro deste ano, terminou a validade desta Lei.
De maio de 2004 a 2019, o salário mínimo acumulou aumento real de 74,33%.
Comentários (1)
José Arnaldo Santos
Data: 17/09/2019 - 08h27
Esse banqueiro malévolo só quer prejudicar o trabalhador, uma vez que ele nunca foi, viveu e vive praticando administração temerária como vez com os fundos de investimentos cujo o lucro, sem explicação, que ele obteve foi de milhares de reais... Esse cidadão não vai ao purgatório vai direto arder no inferno, junto com ele todo esse governo perdido...Compartilhe
Voltar





Versão em pdf
