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Como já dizia o mago Raul Seixas…

Fonte: Sindaport / A Diretoria
 
"Quem não tem colírio usa óculos escuros. Quem não tem filé come pão e osso duro. Quem não tem visão bate a cara contra o muro." (Trecho da música "Como Vovó Já Dizia", composta por Raul Seixas e Paulo Coelho)
 

 
Parece que aquele clima de total igualdade e cordialidade entre a nova diretoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que queria demonstrar como seria seu estilo de gestão, já sofreu sérios abalos sísmicos, embora ainda não saibamos com qual intensidade na escala Richter, escala utilizada para quantificar a magnitude de um sismo.
 
Depois de mais uma reunião do Conselho de Administração (Consad), que novamente não homologou a nomeação do Capitão dos Portos da Marinha do Brasil, Marcelo Ribeiro, para a Diretoria de Operações Logísticas (DILOG) e Fernando Biral, para a Diretoria Administrativa e Financeira (DIAFI), "diretores" que até o momento não tomaram posse oficialmente, embora indicados pelo Planalto, parece que o clima na nova sala única chamada de “situação” esquentou.
 
Mesmo tendo todos os seus pertences encaixotados, há quem garanta que o diretor de logística da estatal portuária, Carlos Henrique de Oliveira Poço, em férias, ainda não jogou a “toalha branca” no ringue e segue apostando suas últimas fichas na força do deputado federal reeleito Ricardo Izar (PSD/SP), com voto favorável à Reforma da Previdência, vital para o Governo Bolsonaro.
 
Consta também, segundo a rádio peão, que um contra-almirante da Marinha do Brasil, que anteriormente estaria cotado para assumir uma das diretorias da Codesp, não teria aceitado o cargo, pois não se sentiria a vontade na condição de subordinado a um civil, tendo interesse apenas para o cargo de presidente da empresa.
 
Essa situação, verídica ou não, estaria sendo usada como analogia para a situação do comandante Ribeiro para cargo de diretor e não para presidente, e pior ainda, permanecer com sua situação ainda pendente e indefinida.
 
Dizem ainda que uma sequência de fatos teria deixado o "já atuando como diretor não empossado" comandante Ribeiro bastante incomodado, ao ponto de reclamar muito pelos corredores da Rodrigues Alves s/nº em razão da demora para sua efetivação, principalmente por estar trabalhando e acumulando gastos sem estar recebendo.
 
Por outro lado, o também não nomeado Fernando Biral continua fazendo reuniões com o pessoal técnico da Codesp, dando ordens para redução de gastos objetivando, segundo ele, melhores resultados financeiros para a Codesp. Talvez, por estar sendo apontado como o profissional de mercado mais qualificado e "expert" em recuperar empresas no tocante a parte financeira, se sinta menos incomodado por continuar trabalhando sem a nomeação oficial.
 
Tudo verdade ou não, coincidência ou não, o fato é que, na semana passada, saíram novas resoluções para preenchimento de cargos, entre os quais a nomeação do comandante Ribeiro para assessor, segundo a lenda, até sua efetivação no cargo de diretor da empresa.
 
Todavia, se é questão de dias para que as nomeações dos novos diretores sejam concretizadas, seria mesmo tão necessária a adoção da medida paliativa no sentido de colocá-lo como assessor? Ou será que aqueles que diziam que a saída de Carlos Henrique Poço estava concretizada estavam totalmente errados e as últimas fichas apostadas na sua permanência voltaram a ganhar força?
 
Difícil afirmar com total certeza, seja para um lado, seja para o outro, mas, ao que tudo indica, não serão águas tão tranquilas para se navegar como pensavam e quiseram demonstrar os novos diretores da Codesp.
 
Esperar as cenas dos próximos capítulos.
 

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