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Após quase 30 dias da nomeação Codesp continua sem presidente

Fonte: Sindaport / A Diretoria


 
Neste primeiro de fevereiro o novo governo do presidente Jair Bolsonaro completa um mês à frente do país, assim como, três dias depois, na próxima segunda-feira (4), o Porto de Santos completará um mês desde a indicação e nomeação do futuro presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio de Carvalho, sem que a posse tenha sido formalizada.
 
O inusitado fato também ocorre com as indicações e/ou nomeações de dois nomes para ocuparem os cargos de diretoria na empresa, que estranhamente ainda não foram homologados, totalizando vagos três dos mais importantes postos na hierarquia da Codesp, estatal responsável pela administração do maior porto do país.
 
Como sempre acontece na Codesp todo e qualquer assunto não tem unanimidade nas opiniões, e nesse caso específico, passados 30 dias sem que o presidente e dois diretores ocupassem devidamente seus cargos, as manifestações são cada vez mais afloradas e distintas.
 
Ainda que em minoria, alguns companheiros encaram com otimismo a demora no preenchimento dos cargos em questão. Considerando que o ex-presidente Luiz Fernando Garcia reduziu o número de cargos comissionados pela metade, quase todos indicados sabe-se de onde, a demora na efetivação vem gerando economia para os cofres da estatal, em decorrência da vacância aqui abordada.
 
Aqueles que discordam, atribuem a essa opinião um lado revanchista, uma vez que teriam sido preteridos para ocuparem os cargos, ressaltando que os pontos negativos pela demora na efetivação dos cargos de presidente e diretores na empresa são muito maiores.
 
Outro fato bastante negativo que muitos compartilham dentro da empresa é que tanto o presidente indicado, bem como os dois diretores, já estão tendo acesso às informações no âmbito administrativo da Codesp, muitas das quais gerenciais e reconhecidamente estratégicas.
 
Desta forma questionamos: será que é mesmo 100% certeza que os três assumirão seus respectivos cargos? 
 
Num passado não muito distante já tivemos caso no mínimo pitoresco, no qual a pessoa foi embora ao término do expediente, com o compromisso do carro da empresa ir buscá-lo na manhã seguinte em razão da sua condição de diretor nomeado, e durante a noite tudo mudou sem que a efetivação tivesse sido consolidada. Em outra oportunidade um possível futuro presidente saiu para comemorar na hora do almoço sua nomeação e, pasmem, no dia seguinte outro presidente foi empossado.
 
Sem contar que esses novos futuros dirigentes já andam falando pelos corredores em entregar ou privatizar a centenária Usina de Itatinga, entregar ou privatizar os serviços de dragagem, etc., etc. e etc.
 
Falando em dragagem, questionamos se houve tempo necessário para que todos esses possíveis futuros mandatários tivessem todas as informações necessárias para terem uma opinião balizada sobre o assunto?
 
A tarifa que envolve a dragagem não cobre apenas o custo operacional direto de dragar a lama do ponto de atracação ou do canal de navegação. Outros custos indiretos, como sinalização, batimetria, meio ambiente, VTIMS, também são cobertos pela tarifa de dragagem.
 
Outros comentários que apareceram nos últimos dias dão conta que a formalização das posses dos dirigentes indicados há quase 30 dias estariam em compasso de espera por conta da eleição para as presidências da Câmara Federal e Senado.
 
De qualquer forma, uma empresa da grandeza e importância da Codesp dentro do cenário portuário nacional não merecia estar passando por uma situação de incertezas e até certo ponto, de paralisação de sua gestão. 
 

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