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Sindaport cobra mais agilidade no preenchimento de cargos da Codesp

Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio


 
Preocupado com a morosidade do Governo Federal para o preenchimento de cargos na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos, o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, encaminhou nesta quarta-feira (23) novo ofício para o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. 
 
A inquietação dos dirigentes sindicais que representam majoritariamente os empregados da empresa não se resume apenas ao cargo de presidente e demais diretores, considerando que diversos outros importantes postos nos principais escalões da docas paulista seguem em aberto.
 
Dessa forma, várias assessorias, superintendências, gerências e outras posições de extrema relevância e consideradas estratégicas para o bom funcionamento da estatal portuária permanecem praticamente acéfalas em razão do descaso do Governo Bolsonaro com o maior e mais importante complexo portuário do país, responsável por quase 30% da balança comercial brasileira.
 
"São colocações de extrema relevância para o cotidiano administrativo e operacional da companhia, muitas das quais específicas e que exigem pleno conhecimento, experiência e habilitação profissional para o exercício e por isso há tempos defendemos que sejam ocupadas por colaboradores, sempre que possível, privilegiando o competente corpo técnico existente na Codesp", afirmou Everandy Cirino.
 
No ofício enviado ao titular da Infraestrutura, o sindicalista cita como exemplo um dos problemas decorrentes da falta de definição quanto aos nomes dos principais mandatários da empresa. "Estamos falando da Codesp, empresa que administra o maior porto da América Latina e se mantém no topo do cenário portuário e econômico nacional, que já deveria estar com sua gestão completa tratando dos inúmeros contratos já vencidos ou perto de vencimento, projetos e estudos em andamento, questões jurídicas que não são poucas, além de muitas outras pautas que fazem parte do dia a dia da empresa, mas que lamentavelmente seguem paralisadas", criticou o dirigente sindical. 
 
Mesmo ciente da prerrogativa que garante ao Governo a (ir) responsabilidade para a indicação dos principais gestores e diversos outros cargos, o líder do Sindaport vê com certa estranheza alguns nomes que estão sendo veiculados na mídia e até mesmo nos bastidores do cais santista, principalmente para as vagas existentes na diretoria da Codesp. "É no mínimo muito esquisito, porque são nomes ligados à última fase do governo anterior, uma vez que com a posse do presidente Bolsonaro imaginei que haveria nas companhias docas públicas, dentre elas na própria Codesp, uma total ruptura com nomes que participaram da gestão Temer e uma completa renovação, priorizando-se designações mais técnicas e menos políticas."
 
Nessa linha, Everandy Cirino avalia ser possível a adequação de nomes com indicações oriundas da nova base parlamentar eleita para o novo Congresso Nacional, com nomeações de profissionais altamente qualificados e oriundos do segmento portuário, com comprovada experiência e competência. "De preferência, profissionais que já conhecem as peculiaridades, especificidades, características e sobretudo os problemas do Porto de Santos e da Codesp", concluiu.
 

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