Notícias
Consad não homologa nome de novo presidente e Codesp segue à deriva
Fonte: AssCom Sindaport

Ao contrário do que foi divulgado pela imprensa, o Consad (Conselho de Administração) da Codesp não discutiu, nesta segunda-feira, a posse do novo presidente da empresa. Esperava-se que o nome de Casemiro Tércio Carvalho fosse homologado, porém, o assunto não entrou em pauta.
Na semana passada, Carvalho esteve na Codesp, conversou com funcionários e solicitou currículos. Porém, ao que tudo indica, teremos que esperar mais uns dias, pelo menos, até que a próxima reunião do Consad seja realizada e torcemos para que o nome do novo dirigente seja aprovado.
Se bem que nós já vimos esse filme. Quem não lembra lá em 2000, quando o então presidente da Codesp Wagner Rossi deixou a estatal para assumir como suplente a Câmara Federal. Tudo e todos diziam que o superintendente Jurídico Sergio Antunes seria o novo comandante do Porto de Santos. Ele foi dormir presidente, mas no dia seguinte, quando acordou, viu que o nome homologado pelo Consad foi o do então diretor Comercial Fernando Viana.
Desde a saída do ex-dirigente Luiz Fernando Garcia, no início de janeiro, a Codesp está parada. Embora o diretor de Relações com o Mercado e Comunidade da Codesp, José Alfredo de Albuquerque, tenha sido realocado na presidência da empresa, nada se decide na administração do maior porto do país. Porém, os cargos de confiança continuam sobrevivendo na empresa. Embora muitos tenham sido dispensados, eles faziam parte da cota de um determinado deputado federal. Outro parlamentar que foi reeleito continua reinando na empresa e seus apadrinhados seguem pelos corredores da Codesp.
É de extrema importância para o funcionamento da Codesp e das negociações que envolvem o Porto de Santos que o novo presidente assuma a empresa e comece a administrar o maior porto do país. Só quem trabalha dentro da Codesp sabe o que está acontecendo na estatal portuária. E vê com tristeza a falta de responsabilidade, atuação e comprometimento com o cais santista.
Nos últimos dois meses, a vida da Codesp foi agitada. Em novembro, a estatal ganhou as manchetes dos jornais com o escândalo da Lava-Jato que atingiu o primeiro escalão da empresa. Um novo presidente foi indicado, mas, em menos de dois meses, ele trocou Santos por Paranaguá. Desde então a nau está à deriva.
Temos um diretor financeiro que não pode assinar nada, a farra do boi dos apadrinhados continua, as decisões administrativas estão paradas e os funcionários não sabem o que fazer ou a quem recorrer.
Esperamos que um novo presidente realmente assuma o mais rápido possível o comando da Codesp para que a empresa volte a funcionar. Que os cargos de confiança sejam revistos e uma grande limpeza seja realizada dentro da Companhia, colocando definitivamente pra fora os apadrinhados políticos. Defendemos a revisão dos contratos e que uma grande auditoria seja feita em todos os setores.
Comentários (0)
Compartilhe
Voltar





Versão em pdf
