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Expor negativamente a Codesp. A quem interessa?

Fonte: Sindaport / A Diretoria

 
Toda notícia que se relaciona ao Porto de Santos e a CODESP tem sempre espaço na mídia local. E quando são notícias de grande impacto, ganham até espaço na mídia nacional.
 
Foi assim quando da última operação da Polícia Federal no Porto de Santos, que resultou na prisão de então dirigentes da CODESP, já exonerados.
 
E não poderia ser diferente, pois não é comum termos na empresa Presidente, Diretor e Superintendente Jurídico sendo levados pela Polícia Federal.
 
É evidente que todas as apurações e investigações devem ser feitas de forma imparcial, responsabilizando de fato quem assim merecer.
 
Mas, passadas algumas semanas, ainda temos pessoas bem próximas a nós, que parecem continuar vibrando com as repercussões dessas notícias, ainda que sejam repercussões negativas.
 
Mas após a apuração dos fatos e as devidas responsabilidades, como fica a Empresa CODESP?
 
A mídia local, evidente, faz seu papel tentando dar maior repercussão a outros fatos, que possam ser ligados a manchetes anteriores, como recente notícia sobre TCU investigar contratos de TI na CODESP. E ainda temos pessoas, até mesmo empregados da Empresa, que continuam vibrando com a sequência de más notícias, talvez movidas muito mais por um espírito revanchista contra os Dirigentes envolvidos do que preocupados com o futuro de nossa Empresa.
 
Também foi motivo de muita alegria para alguns a notícia que a CODESP poderá ter um futuro Presidente sendo Almirante ou General. Óbvio que, para a imensa maioria dos empregados da CODESP, o fato da indicação de um Presidente digamos de “linha dura” por ser militar, nada afeta aos empregados, porque na sua grande maioria cumprem com suas obrigações do dia a dia.
 
Talvez o que muitos não atentem que por trás da manchete, esteja nas entrelinhas, seja no sentido de mostrar que, somente um militar linha dura para acabar com a “bagunça” na CODESP, e a opção de termos uma Diretoria profissional, com técnicos portuários experientes, valorizando o quadro de carreira de empregados da Empresa, fica em segundo plano.
 
Nossa grande preocupação, porque é um fato, que muitos “interessados” na privatização da CODESP, que não mais opera, e sim, atua na Administração e Fiscalização do Porto, continuem dando repercussão negativa as notícias que envolvem a Empresa, para terem seu caminho facilitado.
 
O Diário Oficial da União em 30/11/2018 publicou Decreto nº. 9.589 “Dispõe sobre os procedimentos e os critérios aplicáveis ao processo de liquidação de empresas estatais federais controladas diretamente pela União”. Isso significa que, as diretrizes para as liquidações já estão discriminadas, ou seja, caminho aberto.
 
Já mencionamos anteriormente a situação da CODOMAR - Cia. Docas do Maranhão que já se encontra em processo de extinção. O Porto de Maceió/Alagoas não tem Administração própria, sendo vinculado a CODERN - Cia. Docas do Rio Grande do Norte. E ainda, que os Governadores eleitos nos estados do Pará e Espírito Santo já declararam estarem negociando com o Governo Federal as Estadualizações da CDP - Cia. Docas do Pará e da CODESA - Cia. Docas do Espírito Santo.
 
E em São Paulo? Alguém dúvida que o Governador eleito, João Dória, tem um perfil totalmente privatizante, não tendo nenhum absoluto interesse em discutir a estadualização do Porto de Santos?
 
Portanto companheiros, antes de ficarmos vibrando com notícias que alguma coisa será investigada e alguém poderá ser indiciado, pensemos o quanto isso poderá mais a frente ser usado negativamente contra nós todos, para quem defende a CODESP Autoridade Portuária Pública.
 

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