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Novo organograma ou dança das cadeiras?

Fonte: Sindaport / A Diretoria


 
Os mais “letrados” (aqueles com maior grau de ensino) dirão que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) está preparando uma nova estrutura organizacional ou uma reforma administrativa.
 
O humilde trabalhador, mais conhecido como o popular "peão", sempre mais direto e objetivo, antecipa a possível mudança como mais uma dança das cadeiras. Ou como diz o Faustão: “vai começar a dança dos famosos”.
 
E pelo que parece, essa reforma administrativa (dança das cadeiras) começaria pelas três gerências da Superintendência de Operação. E como num passado muito recente um desses três gerentes era dirigente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), e por tal tivemos muito mais reclamações e problemas do que elogios e acertos, desde já a entidade adianta aos interessados que não indicará o nome de ninguém.
 
Ao que parece, a disputa para as vagas nessas três gerências (GEFIS, GECAP e GETAQ) será uma verdadeira batalha, tanto para a permanência nos cargos ou para a condição de novos indicados. O que ainda não se sabe é qual será a forma de disputa, ou seja, se através de uma competição de tiro ao alvo ou de uma luta com espadas de samurai. O certo mesmo é que cabeças vão rolar.
 
No entanto, um nome que foi ouvido pelos corredores da Avenida Rodrigues Alves s/nº como possível indicação é o do engenheiro Aluísio Moreira, profundo conhecedor da questão portuária e profissional de rara competência, que tem o nosso apreço. 
 
Aluísio é um dos empregados mais antigos da CODESP, altamente qualificado e modernizado em seus conhecimentos, o que o credencia a ocupar qualquer cargo dentro da Codesp ou em outra estatal portuária do país, pastas e órgãos federais e agências reguladoras do setor, representando, sobremaneira, muito bem o corpo técnico da docas paulista.
 
Ainda sobre o assunto, a CODESP sinaliza com a possibilidade de criar uma nova estrutura de “compliance” (to comply, em Inglês, é um verbo que significa estar de acordo com uma regra). Tem relação com a conduta da empresa e sua adequação às normas dos órgãos de regulamentação, resumindo é, estar em conformidade com leis e regulamentos.
 
O conceito de Compliance visa gerar valor ao negócio e assegurar a sobrevivência da empresa. Essa prática surge dos grandes impactos financeiros, ocasionados por vários fatores, tais como:
 
• Ausência de orientações normativas;
 
• Desalinhamento às legislações aplicáveis;
 
• Falta de ferramentas preventivas adequadas;
 
• Falhas na gestão de processos.
 
Pelos comentários para os três possíveis nomes que fariam parte dessa nova e importante estrutura, todos da mais alta qualidade, experientes e competentes, o presidente não poderá no futuro falar que não foi avisado, que não foi alertado ou que não sabia. Com todos esses três possíveis nomes, o presidente da Codesp estará sendo muito bem assessorado tecnicamente para essa nova e importante atividade.
 
Se realmente esse novo departamento de “compliance” vier a ser criado, já temos uma sugestão de pauta de trabalho: revisão do contrato dos drones para o Setor de Fiscalização da estatal portuária. Qual a relação custo x benefício deste contrato? Quais os resultados práticos e positivos deste contrato?
 
Mas até que essa reformulação administrativa (dança das cadeiras) termine, muita gente ainda vai continuar sofrendo de ansiedade. O jeito é esperar para ver e cobrar os resultados.
 

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