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Itajaí: Lideranças defendem gestão pública do porto
Fonte: Diarinho
Audiência na câmara reuniu portuários, entidades e políticos
Lideranças políticas e portuárias saíram em defesa da gestão pública do porto de Itajaí durante a audiência que rolou ontem à noite, na câmara de Vereadores, para debater a possibilidade de privatização dos portos brasileiros, anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
O encontro, convocado pelo vereador Robison Coelho (PSDB), contou com a presença de trabalhadores portuários de Imbituba e São Francisco do Sul, que vieram em apoio à manutenção do porto público.
Convidado como representante do governo federal, veio o deputado federal eleito, Fábio Schiochet (PSL), de Jaraguá do Sul. “Vim pra entender qual é a necessidade, a dificuldade da questão da privatização”, declarou.
O deputado estadual eleito, Onir Mocellin (PSL), de Itajaí, demonstrou que a apoia o atual modelo, mas observou que é preciso bons argumentos pra convencer o governo federal.
“Nós vamos ter que reunir argumentos que convençam tanto Paulo Guedes quanto sua equipe que, para Itajaí, é mais importante ter o porto público municipal do que privatizado”, sugere. A audiência contou com a participação de outros deputados estaduais eleitos como Hélio Costa (PRB) e Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), e do senador Esperidião Amin (PP). Todos apoiam a gestão municipalizada.
Relatório
De São Francisco do Sul, veio uma comitiva com cerca de 20 pessoas, entre elas, o arrumador Carlos Moreira, de 40 anos. Ele disse ser contrário à privatização porque prejudicaria a economia da cidade e pode gerar mais desemprego. “Onde trabalha dois, vai ficar um. E o município também vai perder em arrecadação”, argumenta.
A audiência começou com uma apresentação do prefeito Volnei Morastoni (MDB) e seguiu com a manifestação dos deputados eleitos e vereadores. Técnicos da superintendência do porto de Itajaí falaram sobre o modelo de gestão da autoridade portuária.
Atualmente, a cidade administra o complexo portuário, sendo que o terminal público de Itajaí é operado por uma empresa privada. No final, foi elaborado um relatório para ser enviado a Brasília.
Também será formada uma comissão com representantes da prefeitura, do Estado, do porto, dos trabalhadores, de parlamentares e de entidades de classe para acompanhar o andamento das tratativas em Brasília.
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