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Descentralização já!
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio
Sindicalistas, políticos e demais autoridades encaminharam ofício aos presidenciáveis pedindo a descentralização da gestão do Porto de Santos


A descentralização da gestão do Porto de Santos, a qualificação dos cargos de direção da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que deverão ser ocupados exclusivamente por profissionais tecnicamente qualificados e dotados de plena autonomia administrativa, e a garantia de participação dos trabalhadores na administração do complexo.
Esses foram os três temas centrais que pautaram o ofício encaminhado por um grupo formado por deputados, vereadores, autoridades e dirigentes sindicais para os treze postulantes ao cargo de presidente do Brasil nas eleições que serão realizadas nos dias 7 e 28 de outubro, em primeiro e segundo turnos, respectivamente.
Extraído de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Santos, em agosto, o documento foi assinado pelos parlamentares, João Paulo Tavares Papa (federal - PSDB), Paulo Corrêa Júnior (estadual - PEN), pelos edis Benedito Furtado (PSB), José Teixeira Filho (PSD), Antonio Carlos Banha Joaquim (MDB), Geonísio Pereira de Aguiar (PSDB), Lincoln Reis (PR), Augusto Duarte (PSDB), e Bruno Orlandini (PSDB), que também preside a Comissão Especial de Vereadores (CEV).
Além deles, pelo secretário-adjunto de Assuntos Portuários, Indústria e Comércio da Prefeitura de Santos, José Antônio Oliveira de Rezende, pelo presidente da OAB Santos/SP, Luiz Fernando Afonso Rodrigues, pelo presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária, Everandy Citrino os Santos, e outros líderes sindicais.
"Às vésperas das eleições, este é o momento ideal para uma mobilização da sociedade civil. Precisamos de apoio para colocar o assunto na agenda dos presidenciáveis, a fim de conseguirmos deles o compromisso de mudanças na gestão portuária em Santos", afirmou o vereador Bruno Orlandi, presidente da CEV.
Polêmico, o assunto também foi amplamente debatido no encontro realizado no último dia 30, na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na capital do Estado, e foi defendida por ninguém menos que Alex Oliva, presidente da Codesp. O mandatário é favorável à medida como forma de reduzir a burocracia do Porto de Santos.
Apoiador da descentralização da gestão da docas paulista, Everandy Cirino acredita que a Codesp poderá se tornar uma empresa altamente lucrativa caso venha a ser administrada profissionalmente. "A politização da gestão implica em diversos fatores, sobretudo em interesses políticos sob o ponto de vista estratégico dos partidos que formam a base governista, permanecendo, portanto, adormecida à questão da profissionalização da companhia."
O dirigente destaca o avanço das nomeações na estatal que administra o maior porto da América Latina. "Lamentavelmente estamos navegando em sentido contrário, considerando que antigamente as indicações políticas se resumiam aos cargos de diretoria da empresa, ou seja, no primeiro escalão, e hoje acontecem também nos segundos e terceiros níveis de comando, em áreas pontuais e técnicas, inviabilizando por completo o progresso profissional daqueles que se prepararam e fazem jus dentro dos quadros de carreira da empresa", explicou o sindicalista.
Nesse contexto, Everandy Cirino avalia que a Codesp deveria ser administrada profissionalmente e não politicamente. "Penso que uma gestão voltada para a obtenção de resultados e objetivos comuns, envolvendo o poder público, até porque estamos falando de uma importante área estratégica e de segurança nacional, a classe empresarial e os trabalhadores, seria o ideal para colocar o Porto de Santos entre os mais modernos e competitivos do mundo."
Para tanto, segundo o líder sindical, a falta de autonomia deve ser equacionada. "A interferência do Estado na administração da empresa é tamanha que qualquer pauta um pouco mais relevante só é discutida em Brasília, por pessoas alheias à questão e que jamais viu um complexo portuário na vida, o que é um grande absurdo em termos de administração, pois acaba gerando demandas desnecessárias, custos, atrasos e todo tipo de retrocesso", concluiu o mandatário do Sindaport.
Sancionada em 5 de junho de 2013 pela então presidente da República Dilma Rousseff, a Lei nº 12.815 dispõe sobre a exploração direta e indireta de portos e das instalações portuárias, mantendo sob total controle a administração das companhias docas públicas, em Brasília, capital do país, cuja cidade tem como único "porto", a Lagoa Paranoá. Pasmem!!!!!!
Comentários (1)
antonio carlos paes alves
Data: 05/09/2018 - 10h17
Excelente iniciativa.Compartilhe
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