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Resultado das estatais federais salta 456% em 2017, com lucro de R$ 25,4 bilhões
Fonte: O Globo
Petrobras, Caixa, Banco do Brasil e Correios tiveram lucro de R$ 24,6 bilhões


Puxadas pela recuperação de grandes grupos, o resultado das estatais federais brasileiras saltou 456% de 2016 para 2017. Dados do Ministério do Planejamento a que o GLOBO teve acesso mostram que o resultado líquido consolidado das 47 empresas com controle direto da União foi de R$ 4,6 bilhões em dezembro de 2016 para R$ 25,4 bilhões no fim de 2017. Quando comparado a 2015, o salto é ainda maior. Naquele ano, o resultado das estatais foi negativo em R$ 32 bilhões.
Para o Diretor do Departamento de Governança e Avaliação de Estatais, Mauro Ribeiro, a melhora é resultado tanto de um incremento na receita quanto no controle das despesas. Pelo lado das receitas, Ribeiro aponta uma evolução na governança das estatais, associada ao ambiente de recuperação econômica. Pela ótica dos gastos, o diretor aponta que as estatais consolidaram um processo de enxugamento de despesas que passou, por exemplo, por uma redução de pessoal, por meio dos Planos de Desligamento Voluntários (PDVs). Desde 2016, o governo autorizou 26 PDVs em estatais.
— Dá para atribuir essa melhora a diversos fatores, entre eles uma melhora de ambiente econômico. Tem também uma gestão mais qualificada dessas empresas, racionalização de despesas e uma melhoria de governança acentuada das empresas — explicou.
O resultado de 2017 foi puxado sobretudo pelo desempenho de Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Correios. Juntos, eles apresentaram um lucro de R$ 24,6 bilhões. No caso da Petrobras, a empresa reverteu um prejuízo de R$ 13 bilhões em 2016 para um lucro de R$ 377 milhões em 2017. A melhora no resultado da petroleira foi puxada por uma redução na perda com recuperação de ativos de R$ 16,4 bilhões, além de uma diminuição de custos exploratórios para extração de petróleo e gás e redução de gastos administrativos.
Ao menos outras seis empresas reverteram resultados negativos para positivos: Correios, Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg), Centro de Detenção Provisória (CDP), Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, que controla o Porto de Santos), Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
No caso dos Correios, por exemplo, houve reversão de um prejuízo de R$ 1,5 bilhão para um lucro, no fim do ano, de R$ 667 milhões. Além do contingenciamento de despesas, o Planejamento atribui o resultado a uma mudança nas regras do plano de saúde da estatal, que prevê pagamento de mensalidade e coparticipação por parte dos funcionários. Só isso deu à estatal um alívio de R$ 2,9 bilhões.
Comentários (1)
Edson Lima
Data: 06/07/2018 - 14h23
E qual a justificativa para privatizar???Compartilhe
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