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Caminhoneiros pedem adesão de portuários à paralisação

Fonte: Agência Brasil / A Tribuna On-line - Egle Cisterna 
 
Categoria realiza protestos em todo o País desde a última segunda-feira

 
Os trabalhadores portuários foram chamados a aderir à paralisação deflagrada pelos caminhoneiros em  todo País. O protesto da categoria completou três dias nesta quarta-feira (23). 
 
O Sindicato dos Estivadores de Santos deve marcar assembleia para discutir a proposta no próximo sábado (26). Em debate, a alta do preço dos combustíveis e o impacto no cotidiano da categoria.
 
O vice-presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Everandy Cirino dos Santos, ressaltou que a adesão deve incluir estivadores, capatazes, conferentes de cargas, guardas-portuários e funcionários administrativos.
 
“Os caminhoneiros estão pedindo apoio aos portuários e a outras categorias. Ainda não nos reunimos, mas vamos discutir o assunto nos próximos dias”, afirmou Cirino.
 
Porto de Santos
 
O presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva, afirmou que o apoio ao movimento dos caminhoneiros é natural. “Historicamente temos contado com a solidariedade dos caminhoneiros em nossas lutas, principalmente porque as reivindicações são justas e dizem respeito a uma questão que afeta a todos os cidadãos”, observou.
 
Pelo menos um terço da riqueza brasileira é transportado via Porto de Santos, o maior da América Latina. Pelos dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), em março, com o início da safra agrícola, 12,2 milhões de toneladas de cargas passaram pela Baixada Santista – a terceira melhor marca de toda a série histórica mensal.
 
No primeiro trimestre do ano, foram movimentados 30,9 milhões de toneladas (um resultado 10,8% superior ao do mesmo período de 2017).
 
Nesta quarta-feira, mais uma vez em razão da ação dos manifestantes, o acesso de caminhões ao Porto de Santos ficou interrompido, o que comprometeu as operações com mercadorias dos terminais.
 
Reivindicações
 
Uma das principais queixas dos caminhoneiros diz respeito à cobrança do eixo suspenso nas praças de pedágio, medida que passou a vigorar em 2013. Na ocasião, para não subir o pedágio para todos os motoristas, o Governo do Estado mudou a forma de cobrança e passou a cobrar por todos os eixos, indiferente de estarem suspensos ou não.
 
“Foi por politicagem que colocaram a conta para a gente pagar. Mas o povo acaba pagando do mesmo jeito, porque todo esse aumento acaba refletindo no produto final”, afirma Alexsandro Viviani, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam).
 
Com a medida, motoristas de caminhões, a exemplo do bi-trem, que tem 11 eixos, desembolsam, cada vez que descem a Serra, cerca de R$ 281,60 só em pedágio.
 
A Artesp, que regulamenta os pedágios em São Paulo, afirma, por nota, que uma alteração “provocaria desequilíbrio nos contratos de concessão, o que obrigaria o Governo do Estado a compensar as concessionárias. Isso poderia gerar reajuste nos pedágios, eliminando possível benefício da eventual não cobrança do eixo suspenso.
 
Frete
 
Outra queixa da categoria diz respeito ao valor do frete. Como não há norma que regulamente esse acordo comercial, a negociação é feita entre motoristas e empresas.
 
Uma das formas de mudar essa realidade é a aprovação do marco regulatório do transporte rodoviário de cargas, que deve regulamentar, inclusive, a cobrança de frete.
 
“O projeto de lei já está pronto para passar pelo plenário da Câmara. Estamos trabalhando para o presidente da Casa colocá-lo na pauta”, afirma a deputada federal Christine Yared (PR/PR), autora do projeto. Se for aprovado na Câmara, o texto segue para análise do Senado e, depois, para sanção do presidente.
 
Questão econômica
 
Após três dias consecutivos de paralisação, o ministro do Trabalho, Helton Yomura, afirmou que a questão é, sobretudo, econômica. “Esta é uma questão pontual, que envolve mais a área econômica”, disse.
 
Yomura participou, em Brasília, de um evento sobre as políticas públicas de estímulo à geração de emprego.
 
“O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, já deu, ontem, uma resposta da equipe econômica para solucionar o problema. Acreditamos que isso logo será resolvido e, naquilo que pudermos colaborar, estaremos atentos”, disse o ministro, referindo-se ao anúncio de que o governo federal e o Congresso Nacional acordaram reduzir o preço do diesel por meio da eliminação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel – medida que, até aqui, se mostrou insuficiente para satisfazer os caminhoneiros.
 

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Comentários (1)

REGINALDO RAUL FERREIRA
Data: 24/05/2018 - 10h10
O fato é que os caminhoneiros são os que fazer a país girar. A engrenagem principal dessa máquina. Sem eles a máquina não funciona. São corajosos em fazer essa paralisação e todos devemos ajudar. Levar fardinho de água, lanches, material de higiene pessoal. Quem trabalha na área da saúde deveria ir até onde os caminhoneiros estão parados e prestar atendimento básico a eles, monitorar a saúde desses guerreiros. Profissionais na área de segurança deveriam apoiar a causa e ajudar a garantir a segurança dos motoristas que estão correndo riscos de assalto.
Essa briga não é só pelo aumento do combustível, mas pelo abuso do governo que nada faz para ajudar a população. Essa luta é de todos. vamos lá apoiar não só nas redes sociais, mas nas ruas também.
#GreveNacionalAgoraÉaHora


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