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Sindicato comemora adesão de caminhoneiros a manifestação em Santos
Fonte: A Tribuna On-line
Apesar da categoria ter sido proibida pela Justiça de bloquear a Anchieta, movimento foi considerado vitorioso
Os caminhoneiros da Baixada Santista avaliaram como vitorioso o movimento que reivindicou melhores condições de trabalho e reversão da política de reajuste de preços dos combustíveis, realizado nesta quarta-feira (16), na Avenida Engenheiro Augusto Barata, a cerca de 500 metros do viaduto da Alemoa, fim do trecho de concessão da Ecovias.
O protesto, iniciado às 6h20, seria realizado no Km 64 da Via Anchieta, principal acesso ao Porto de Santos, porém, na noite de terça-feira, a Justiça proibiu o bloqueio dos caminhoneiros, sob pena de multa de R$ 300 mil por hora.
Conforme balanço divulgado pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (Sindicam), houve a adesão total dos caminhoneiros da região no ato desta quarta-feira.
“Nosso trabalho foi para sensibilizar os companheiros de outras localidades com destino ao cais santista da importância de nossa luta”, afirmou o presidente da entidade, Alexsandro Viviani.
O ato protestou contra o aumento semanal do óleo diesel, cobrança dos eixos erguidos nos pedágios e por uma tabela uniforme nos valores dos fretes. A categoria reivindica ainda melhorias dos locais de parada. “Com os valores pagos, os profissionais não conseguem sequer fazer a manutenção preventiva nos caminhões, o que aumenta o risco de acidentes nas rodovias”, sustenta o vice-presidente do Sindicam, Rodrigo Aparecido Félix.
Apesar da determinação, o policiamento precisou ser reforçado naquele entorno. E os manifestantes orientavam os caminhoneiros a parar os veículos na Avenida Augusto Barata (o popular retão do Alemoa). Apenas uma faixa da via estava liberada para o fluxo de veículos. Uma hora e meia após o início dos protestos, a Guarda Portuária liberou o acesso de caminhões ao Porto pela Avenida Martins Fontes (entrada da Cidade).
“Nossa expectativa não era parar a rodovia e nem prejudicar a população. Buscamos a união da categoria, fazendo com que o trabalhador entrasse no Porto, mas não trabalhasse nesse dia”, continua Viviani.
A paralisação, porém, não agradou a todos os caminhoneiros autônomos. “Perdi o frete. Estou parado aqui e não posso fazer nada. O prejuízo ficou no meu bolso”, resume o caminhoneiro João Paulo de Moura, que receberia R$ 850 para carregar carga de São Paulo ao cais santista.
Confusão
Durante a mobilização, ao menos um caminhão teve os vidros danificados por pedradas lançadas por manifestantes. A cena de violência ocorreu após um caminhoneiro tentar furar o bloqueio. Ninguém ficou ferido.
Outros três participantes do ato tiveram voz de prisão decretada por tentativa de piquete no trecho final do viaduto do Alemoa. O trio foi encaminhado ao 5º Distrito Policial (Zona Noroeste) por desobediência da decisão judicial que determinou raio mínimo de 500 metros da Via Anchieta.
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