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País ganhou 157 mil postos de trabalho em um trimestre, aponta Pnad Contínua
Fonte: Estadão Conteúdo
Vagas com carteira assinada, porém, diminuiu


O Brasil ganhou 157 mil postos de trabalho em um trimestre, ao mesmo tempo em que 51 mil pessoas deixaram o contingente de desempregados. Outros 252 mil indivíduos aderiram à população inativa. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Ainda que seja pelo trabalho informal, você tem uma recuperação do mercado em termos de volume, seja de maior ocupação ou de menor desocupação", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
No trimestre encerrado em janeiro, o mercado de trabalho perdeu 7 mil vagas com carteira assinada em relação ao trimestre anterior, encerrado em outubro. O contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado cresceu em 8 mil pessoas e outros 227 mil indivíduos aderiram ao trabalho por conta própria.
O setor público teve queda de 220 mil postos de trabalho em apenas um trimestre. O número de empregados no trabalho doméstico aumentou em 61 mil pessoas.
Diminui empregos com carteira
Apesar do aumento dos postos de trabalho, o mercado de trabalho no País perdeu 562 mil vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 1,7% no trimestre encerrado em janeiro ante o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Trabalho informal
Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,6%, com 581 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 4 3% ante o trimestre até janeiro de 2017, com 180 mil pessoas a mais.
O trabalho por conta própria cresceu 4,4% no período, com 986 mil pessoas a mais. A condição de trabalhador familiar auxiliar aumentou 3,6%, com 79 mil ocupados a mais. O setor público gerou 317 mil vagas, um avanço de 2,9% na ocupação.
Houve aumento de 267 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 4,4% de ocupados a mais nessa função.
Desempregados
O País ainda contava com 12,689 milhões de pessoas em busca de emprego no trimestre encerrado em janeiro. Mas houve melhora em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há menos 231 mil desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um recuo de 1,8%. O total de ocupados cresceu 2,1% no período de um ano, o equivalente à criação de 1,848 milhão de postos de trabalho. O contingente de inativos cresceu 0,2%, 141 mil pessoas a mais nessa condição.
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