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Assembleia nesta quarta poderá decidir por paralisação do funcionalismo de Santos

Fonte: A Tribuna On-line
 
Com definição sobre reajuste salarial em aberto, Sindserv reunirá categoria
 
Fevereiro está próximo do fim e, mais uma vez, a definição sobre o reajuste salarial dos servidores públicos municipais de Santos segue em aberto. Caso o impasse continue, as lideranças da categoria não descartam a possibilidade de os trabalhadores cruzarem os braços, como ocorreu no ano passado, quando o funcionalismo manteve uma paralisação por 42 dias.
 
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv) estará reunido nesta quarta-feira (28), a partir das 19 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos, para analisar a proposta da Administração Municipal, de reajuste salarial de 2%, retroativo a fevereiro, e mais 1%, a partir de agosto, além de 3% de correção no vale-alimentação e na cesta básica.
 
“Talvez a gente precise tomar uma medida mais drástica, por dois motivos: o fato de a Administração querer postergar a discussão sobre tema e a demora em oficializar a proposta. Não aceitaremos o rebaixamento salarial, o que ocorrerá com percentuais inferiores à inflação acumulada”, afirmou o presidente do sindicato. Flávio Saraiva.
 
Inicialmente, a categoria reivindica 7,7%, sendo 2,7% referentes à inflação calculada pelo IPCA nos últimos 12 meses e 5% como parte das perdas de anos anteriores.
 
O Sindserv também pleiteia que a Prefeitura passe a contribuir com mais um ponto percentual para a Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal de Santos (Capep- Saúde), passando de 4% para 5%. 
 
Na avaliação de Saraiva, o servidor precisa ser mais valorizado, em vez de a Administração ampliar a sobra de dinheiro para contratar organizações sociais (OS) a fim de gerenciar equipamentos públicos.
 
Intransigência
 
Na última quinta-feira (22), os trabalhadores vinculados ao Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindest) rejeitaram a proposta da Prefeitura para a campanha salarial deste ano.
 
Por outro lado, a direção da entidade apresentou uma contraproposta à Administração Municipal: 3% de correção em fevereiro e 2% em julho (como compensação das perdas do ano passado), além de 100% de aumento no valor da cesta básica e vale-refeição. 
 
Com isso, a categoria recuou da reivindicação original: reposição salarial correspondente à inflação dos últimos 12 meses e 10% de aumento real.
 
“Já informamos no dia seguinte o resultado da nossa assembleia e estamos aguardando uma resposta. O pessoal está revoltado e não estão descartados movimentos duros por conta da forma como o prefeito vem tratando a categoria”, disse o presidente da instituição, Fábio Pimentel.
 

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