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Sindaport pede cópia do processo sobre os 115 cilindros tóxicos que ameaçam o Porto de Santos
Fonte: Sindaport / A Diretoria


O SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária) solicitou ao Ministério Público e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) cópia de todo o processo referente ao armazenamento de 115 cilindros no Porto de Santos.
“Como representante dos empregados da Codesp e diante das noticias veiculadas nas últimas semanas quanto ao armazenamento inadequado de cilindros contendo gases tóxicos e inflamáveis no Porto de Santos, queremos ter acesso ao processo porque acreditamos que os trabalhadores correm sério risco. Nosso sindicato tem sido muito procurado porque a divulgação sobre a existência desses cilindros trouxe grande insegurança aos trabalhadores, pois, segundo especialistas, o vazamento de algum desses gases provocaria uma explosão que pode atingir uma área de até 10 km em torno do armazém onde estão guardados”, ressalta o presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos.
Embora o presidente da Codesp, Alex Oliva, tenha tentado minimizar o assunto durante reunião do CAP (Conselho de Autoridade Portuária), Everandy Cirino ressalta que se os cilindros não causassem dano, a estatal portuária não teria sido multada três vezes pela Cetesb. A primeira ocorreu ano passado e custou R$ 25 mil aos cofres da estatal. A segunda autuação foi no final do mês de julho e teve como valor R$ 50 mil. Na última quarta-feira, durante visita do secretário estadual de Meio Ambiente, Ricardo Salles, a Cetesb multou a Codesp em R$ 500 mil em decorrência de um vazamento de fosfina em um dos 115 cilindros de gases tóxicos que estão no armazém 10.
Segundo a Codesp, “a princípio, os cilindros se encontravam acondicionados no Armazém 11, juntamente com outros itens, e por recomendação do Corpo de Bombeiros foram segregados no Armazém 10 e separados entre si, para maior segurança”.
A Codesp afirma que as recomendações feitas pela Cetesb já foram implementadas e a questão está bem encaminhada. Sobre o cronograma dos trabalhos, o secretário estadual disse que nesta segunda-feira (dia 7/8) a Codesp deveria apresentar quatro alternativas para destinação dos cilindros, que serão analisadas em um prazo de dois dias pelos órgãos envolvidos.
O superintendente de Meio Ambiente da Codesp, Ivam Doutor, explicou que a Codesp adotou todas as medidas possíveis para garantir a segurança no local onde os cilindros se encontram armazenados. “Contratamos uma empresa com expertise nesse assunto para fazer o monitoramento técnico das soluções recomendadas e, desde o início, não nos furtamos da responsabilidade de resolver a questão, não economizando esforços para encontrar uma solução que envolva o menor risco possível sob o ponto de vista ambiental e de segurança, visando sempre proteger a população”, afirmou Doutor.
Para o presidente do SINDAPORT, o assunto deve ser tratado de forma transparente e não por debaixo dos panos como foi até cair no conhecimento da imprensa. “Os trabalhadores portuários devem saber como os cilindros estão sendo armazenados e como serão descartados. Não podemos colocar vidas em risco”.
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