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Inflação oficial fecha 2016 em 6,29% abaixo da meta, diz IBGE
AssCom Força Sindical
Representantes das centrais sindicais fizeram ontem, dia 11, um ato para protestar contra os juros altos em frente ao Banco Central, na Avenida Paulista, em São Paulo, na mesma data em que o Copom (Comitê de Política Monetária) divulga a taxa Selic. “Realizamos a manifestação para dizer que os trabalhadores são prejudicados pelos juros altos e será preciso mudar a política econômica para gerar empregos”, declarou Tadeu Morais de Sousa, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que representou a Força Sindical.
Já Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da CNTM, destacou que somente uma redução drástica da Selic, em conjunto com outras medidas efetivamente econômicas, é que vão ajudar o Brasil a sair da recessão. “Nesta primeira reunião do Copom no ano, o governo terá a oportunidade de mostrar sua intenção de promover a retomada econômica, e se tem coragem de mexer nos juros pra valer, facilitar e ampliar o crédito, possibilitar os investimentos, a retomada da produção industrial e estancar o desemprego, que está jogando milhares de trabalhadores com suas famílias nas ruas”, afirmou.
Carlos Andreu Ortiz, presidente interino do Sindicato Nacional dos Aposentados, explicou que “aos aposentados interessa a redução dos juros, para as empresas investirem e gerar empregos, porque são as contribuições dos trabalhadores que hoje estão na ativa que pagam os benefícios dos aposentados”.
Maria Auxiliadora dos Santos, secretária da Mulher da Força Sindical, ressaltou a necessidade urgente de baixar os juros, porque com a crise as empresas estão demitindo trabalhadores. Já para Josinaldo José de Barros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, “não é só baixar os juros, mas adotar medidas para beneficiar os trabalhadores”.
“Baixar juros em doses homeopáticas não resolve. É preciso reduzi-los de forma acentuada”, afirmou Jurandir Pedro de Souza, tesoureiro da Fequimfar (Federação dos Químicos). Já Maria Euzilene Nogueira, a Leninha, diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, defendeu a unidade das centrais para lutar pela queda dos juros.
Marcos Braz de Oliveira, Macaé, presidente do Sintracomos (construção civil), lembrou que arrumar empregos na Baixada Santista está difícil. “É preciso baixar os juros, as empresas investirem na produção e gerar empregos”, disse.
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