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14/04/2016 - O papel do infalível Alfredo na dança das cadeiras na Codesp
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio


Nomeados pelos políticos que apoiam publicamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os ocupantes dos cargos nos principais escalões da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) já apresentam os primeiros sintomas de estresse em razão da dança das cadeiras que aos poucos vai tomando conta das administrações dos portos administrados pelo Governo Federal.
Por conta disso, os episódios até então temporários de dores gastrintestinais, mais conhecidas como dor de barriga, estão se tornando mais frequentes nas dependências da estatal portuária, com destaque para os imponentes edifícios do Tráfego e da Presidência.
Nesses locais, o acometimento da diarreia é tamanho que os gastos com o papel higiênico já contrariam uma recente pesquisa feita pela conceituada Kantar Worldpanel, transformada em matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, no início do mês passado.
Líder mundial e expertise em comportamento de consumo, a empresa atribuiu à crise política e econômica que atravessa o País a significativa redução nos gastos e no consequente uso do papel higiênico por parte dos brasileiros. A conclusão do estudo, contudo, não se aplica aos apadrinhados políticos da Codesp. .
Indiferente às dores abdominais ou cólicas nos órgãos do trato digestivo, o ministro dos Portos, Helder Barbalho, vai aos poucos substituindo os asseclas de seus antigos aliados políticos. "O ministro está correto em destituir os indicados que foram nomeados pelos deputados favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, que será votado na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 17", afirmou o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária, Everandy Cirino do Santos.
Na avaliação do sindicalista, os cargos políticos deveriam ser banidos das administrações públicas. "São vagas que poderiam muito bem ser aproveitadas pelos empregados de carreira das empresas, mas infelizmente neste país a política partidária se sobrepõe à formação e capacitação profissional, o que é um grande erro".
Ciente de que tais indicações estão longe de acabar, Cirino entende que o bom senso deva prevalecer na ocupação dos cargos. "Não é certo que os afilhados se mantenham nos cargos se seus respectivos padrinhos agora se posicionam contra um governo que simplesmente presenteou todos eles com bons e bem remunerados cargos, ou seja, com as vagas que hoje ocupam,". O mandatário defende a saída coletiva desse pessoal.
Para o dirigente, os afastamentos médicos que se multiplicam nos altos escalões da Codesp são encarados pelos trabalhadores como um mero ato de desespero diante da iminente perda da "boquinha". "Cair da cadeira, da escada ou do pé de jambolão ali no Canal 3 apenas para se manter no cargo através de afastamentos médicos até que o impeachment tenha um desfecho no próximo domingo, não vai adiantar".
Nesse sentido, o mandatário avalia que o artifício utilizado pelos apadrinhados é inútil diante da determinação do Governo Dilma. "Se o ministro Helder está dando a cara à tapa ao enfrentar seu próprio partido (PMDB) por entender como legítima a permanência da presidente Dilma à frente do País, é natural que ele, mesmo sendo paraense, promova uma limpa completa ao melhor estilo do dito popular mineiro, ou seja, jabuti não sobe em árvore, porém, se ele está lá ou foi enchente ou mão de gente".
Defensor ferrenho do atual governo, o presidente do Sindaport acredita que a exoneração dos afilhados dos deputados que abandonaram a base governista (Marcelo Squassoni, Ricardo Izar, Milton Monti e outros) que ainda ocupam importantes e polpudos cargos na Codesp é apenas uma questão de tempo. "Diante do cenário político que aí está não tenho dúvidas de que o ministro demitirá todos eles, com ou sem dores de barriga". .
E até que os desligamentos se concretizem, Cirino recomenda aos envolvidos "enfermos" que procurem um médico nos casos de dores e espasmos abdominais contínuos, seguidos de febre, perda de peso, e principalmente se constatada a presença de sangue nas fezes. Se ainda assim o desarranjo persistir, só mesmo o impagável e infalível Alfredo poderá resolver. Alfreeeeedooooooo!!!
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