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Portuários de Santos/SP ampliam greve no corredor de exportação
Fonte: AssCom Sintraport
Presidente do Sintraport, Miro Machado, de camiseta laranja, no comando de assembleia, nesta quarta-feira (2), no armazém 40 do porto


Iniciada às 13 horas de terça-feira (1º) apenas na operadora portuária ADM, a greve no corredor de exportação de granéis de Santos foi ampliada na manhã desta quinta-feira (3).
Isso porque o Terminal de Exportação de Santos (Tes), que substituirá a empresa Louis Dreyfus em janeiro, anunciou que adotará a mesma medida da ADM que causou a greve.
O problema é que as operadoras não querem mais utilizar os trabalhadores avulsos de capatazia do sindicato dos operários portuários (Sintraport), escalada pelo órgão gestor de mão de obra (Ogmo).
Segundo o presidente do sindicato, Claudiomiro Machado ‘Miro’, cerca de 300 homens trabalham diariamente no complexo portuário do bairro da Ponta da Praia.
As empresas, diz o sindicalista, pretendem operar com empregados vinculados, cerca de 170. Isso prejudicaria, segundo Miro, os 1.600 avulsos de capatazia que passam pelo local em sistema de rodízio.
O presidente do Sintraport tinha esperança de negociar com a ADM na manhã desta quinta (3), mas não conseguiu concretizar a expectativa. Pior ainda, foi surpreendido pela decisão da Tes e Dreyfus.
Miro está reunido com o advogado trabalhista do sindicato, Eraldo Aurélio Franzese, para definir que medidas jurídicas adotarão no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).
Segundo o sindicato, mais de 300 vagões aguardam descarregamento nas imediações das esteiras que transportam grãos para os navios atracados no corredor.
O presidente do Sintraport reclama que, além de vincular, as operadoras querem reduzir os ganhos dos trabalhadores pela metade. “E olha que estamos no meio de uma campanha salarial de data-base”.
Miro e a diretoria do sindicato estarão disponíveis para esclarecimentos e entrevistas, no local: armazém 40, moega 5, corredor de exportação.
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