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Guarda Portuário carrega tocha e inscreve seu nome na história olímpica
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio


Apesar da incontestável medalha de ouro obtida na exuberante "cerimônia de abertura", da ausência do vírus da zika e do absoluto sucesso que vem coroando os Jogos Olímpicos - Rio 2016, é pouco provável que o grandioso evento esportivo volte a ser realizado no Brasil nos próximos 50 ou 60 anos, ou, se preferirem, nas 15 próximas edições considerando que a competição mundial é realizada a cada quatro anos.
Desta forma, até que uma nova Olimpíada retorne para estas bandas tupiniquins, o que ficará na memória serão os registros desse histórico acontecimento esportivo sediado na Cidade Maravilhosa, que teve seu pontapé inicial dado em Atenas, na Grécia, quando a tocha olímpica foi acesa e trazida para o Brasil no final de abril deste ano para ser carregada por pouco mais de 12 mil brasileiros.
E entre os tantos famosos e anônimos que empunharam o símbolo maior dos jogos por 327 municípios brasileiros, coube a um empregado da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) o protagonismo de representar não apenas os mais de 40 mil trabalhadores que atuam direta e indiretamente no complexo portuário, mas principalmente o legítimo doqueiro e cidadão comum da Baixada Santista, sobretudo o praiagrandense. Seu nome, Mário Sérgio Ferreira.
Dono de um invejável currículo profissional, construído com mais de 36 anos de relevantes serviços prestados na Guarda Portuária da Codesp, Mário Sérgio desfilou todo seu carisma na manhã do dia 22 de julho quando, por cerca de 200 metros, carregou pelas ruas de Praia Grande, cidade do litoral de São Paulo, o instrumento que representa a mais tradicional simbologia olímpica.
Considerado no segmento portuário um dos expoentes da antiga e lendária corporação, Mário Sérgio também é bastante conhecido por ser um grande incentivador e participante de diversas atividades sócio-esportivas realizadas em Praia Grande e demais cidades da Região, com destaque para as ações desenvolvidas pela ONG Projeto Criança Feliz, localizada no bairro Vila São Jorge, no município.


A destacada atuação do guarda portuário em prol do desporto e principalmente das crianças da cidade litorânea levou o prefeito Aberto Mourão a convidá-lo para ser um dos representantes locais no carregamento da tocha olímpica, que começou na Avenida Presidente Kennedy, passando pela praia do Boqueirão e outros pontos da cidade. No total, a chama percorreu 20 mil quilômetros por terra e 10 mil milhas de avião.
O fato lamentável é que nem mesmo o convite de Mourão e a participação de Mário Sérgio no evento foram motivos suficientes para sensibilizar a direção da Codesp que, mesmo usufruindo indiretamente da pontual notoriedade proporcionada por um de seus empregados, optou por não liberá-lo, numa atitude absolutamente inoportuna e desnecessária diante da oportunidade única. Com a palavra o presidente Alex Oliva.
Mais do que eternizar seu nome ao lado de atletas consagrados, tais como os judocas Rogério Sampaio, Danielle Zangrando, Priscila Marques e Carlos Honorato, do surfista Adriano de Souza, o Mineirinho, dos ex-jogadores, de vôlei, Negrelli, e de futebol, José Macia, o Pepe, além do maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, da rainha Hortência, Gustavo Kuerten e tantos outros, Mário Sérgio inscreveu para sempre seu nome na história da XXXI Olimpíada da Era Moderna.
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