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Botelho joga contra o patrimônio

Fonte: Sindaport / A Diretoria



Mais uma vez, o Sindaport tem uma posição totalmente oposta à manifestada publicamente pelo presidente da Codesp, Alex Botelho.
 
Sobre a proposta de privatizar a dragagem de manutenção do Porto de Santos, e Alex Botelho declarar “ouvir isso foi música para os meus ouvidos”, entendemos não ser uma postura correta e condizente para o presidente da maior Cia. Docas do país por vários motivos.
 
Declaração que deixaram estarrecidos vários empregados da Codesp ao lerem a matéria do Jornal A Tribuna, veiculada em sua edição de 24 de junho no caderno Porto e Mar.
 
Como pode o próprio presidente da empresa defender publicamente a privatização de uma das principais atividades fins e essenciais da Codesp?
 
Será que Alex Botelho desconhece a importância da dragagem e que a perda total do controle desta atividade irá enfraquecer ainda mais a relação política da Codesp já desgastada junto à comunidade portuária, sejam operadores, usuários ou terminais do Porto.
 
Ainda que defendamos o cumprimento da hierarquia nos quadros da empresa, se tal situação acontecesse dentro de um navio em alto mar a tripulação deveria fazer um motim, tirando o controle do comandante antes que ele provocasse o naufrágio da embarcação. E ainda, se fosse uma embarcação “pirata, ele deveria caminhar sobre a prancha e jogado ao mar”.
 
Evidente, que estamos usando de metáforas. Como pôde o próprio presidente da empresa defender a privatização dos serviços de dragagem sem ao menos buscar e defender alternativas, como por exemplo a volta dos serviços de dragagem do Porto de Santos feitos pela Codesp com draga própria, como já aconteceu nas décadas de 80 e 90 com relativo sucesso.
 
Certamente nos damos o direito de ficarmos com muitas duvidas se todo o imbróglio criado em torno do contrato de dragagem já não foi proposital, para no final parecer justificada a proposta salvadora de privatização.
 
Queremos aqui destacar a posição do Ministério Público que, em outros assuntos semelhantes, se posiciona: “ainda que a bem do interesse público, as medidas não devem ferir a legalidade imposta”.
 
Em agosto de 2013, durante o Santos Export, um “jovem intelectual” da Secretaria de Portos (SEP) afirmou que resolveria o problema de dragagem do Porto de Santos. Neste mesmo dia do evento, um empresário do setor portuário defendeu publicamente o restabelecimento dos serviços de dragagem feitos diretamente pela própria Codesp.
 
Diferente da posição do nosso presidente, Alex Botelho, que ao primeiro sinal de “borrachada, já entrega a rapadura”. Falando em “borrachadas”, o clima deverá ficar pra lá de tenso na próxima reunião do Consad, que será realizada nesta segunda (27).
 
O presidente da Codesp defendeu a ideia de membros do Conselho terem ido a Brasília para tentarem, sem sucesso, a prévia autorização do TCU ou da AGU para o aditamento que foi feito no atual contrato de dragagem. Por conta disso vários conselheiros já devem estar com as “barbas de molho”.
 
E sobre o assunto, aditamento ao contrato de dragagem, conforme já havíamos declarado anteriormente, enviamos ofícios para o Ministério Público, AGU e TCU, para uma posição legal sobre os fatos. No entanto, a comunidade portuária em geral parece que não precisará continuar mais apreensiva, porque o próximo Santos Export promete resolver o problema definitivamente. 
 

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