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Com déficit de pessoal, Codesp realizará concurso público
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) anunciou, nesta sexta-feira (24), a abertura de concurso público para preenchimento de vagas no seu quadro de pessoal. A medida foi aprovada em reunião da diretoria executiva realizada na data anterior e a execução do certame aguarda agora o processo licitatório para a definição da empresa organizadora.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) anunciou, nesta sexta-feira (24), a abertura de concurso público para preenchimento de vagas no seu quadro de pessoal. A medida foi aprovada em reunião da diretoria executiva realizada na data anterior e a execução do certame aguarda agora o processo licitatório para a definição da empresa organizadora.
Visando o preenchimento das vagas existentes dentro da estrutura organizacional, a empresa publicou resolução criando uma comissão que ficará responsável pela análise das áreas onde há carência de pessoal com qualificação técnico profissionalizante, ensino médio e superior. Está prevista, ainda, a formação de cadastro reserva.
Contando atualmente com 1470 empregados diretos a estatal portuária que administra o Porto de Santos possui autorização do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) para manter um efetivo de 1.588 colaboradores diretos. Tem ainda 80 colaboradores atuando em outros portos, hidrovias, órgãos, cedidos e conveniados. A Codesp não revelou o total de vagas que serão disponibilizadas no concurso.
Para o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, a diferença entre o número atual de colaboradores e o autorizado pelo MPDG reflete o tamanho da desarmonia existente entre a pasta e a direção da Codesp. "O déficit de pessoal tem sido um dos principais motivos de uma flagrante queda de qualidade nos serviços prestados pela Codesp junto aos usuários do porto, e isso é de pleno conhecimento das autoridades não só aqui como também em Brasília".
Sobre a gestão de pessoal, Everandy Cirino destaca que os problemas verificados na Codesp vão além da falta de capital humano. "As mirabolantes alterações na estrutura da organização promovidas pelos atuais administradores, bem como as hierárquicas, que tem claramente como único objetivo acochambrar os afilhados políticos, são fatores que contribuem de forma negativa para a imagem da empresa".
Segundo o líder sindical, o contingente identificado tecnicamente pelo MPDG não reflete a real necessidade administrativa e operacional da empresa. "Além de nós, sindicalistas, e dos colaboradores, o profissional de qualquer atividade ligada ao porto que precisa interagir cotidianamente com a Codesp sabe das dificuldades que enfrenta em virtude da carência de material humano, o que lamentavelmente já se tornou algo comum em vários setores da companhia".
Além disso, de acordo com o representante majoritário dos empregados da Codesp, a diferença dos números, contingenciados por técnicos do Planalto e praticados pelos "doutores" da Codesp, não deixam dúvidas quanto às distorções laborais existentes na estatal. "Em tese, a irregularidade está matematicamente configurada considerando que a empresa possui um contingente aquém das suas necessidades, segundo o próprio Ministério do Planejamento, ou seja, temos 161 companheiros trabalhando mais do que deviam e acumulando duas funções".
Com ressalvas, Everandy Cirino avalia que a abertura do certame público significa um importante passo dado pela direção da Codesp. "Após quase oito meses de uma administração notadamente confusa, contraditória e obsoleta, Alex Botelho trocou a catraca da bicicleta e finalmente pedalou para frente tendo um ato de gestão que merece elogios e o reconhecimento da classe trabalhadora".
Apesar do avanço, o mandatário do Sindaport entende que a Codesp deveria lançar mão de um plano de desligamento voluntário. "Acertaria mais ainda se instaurasse um PDV, abrindo a possibilidade de renovação de seu quadro de pessoal, que para Botelho é mais que necessária já que constantemente insiste em denegrir a imagem dos empregados antigos", pontuou Everandy Cirino, referindo-se as sucessivas substituições de doqueiros por apadrinhados políticos, em cargos estratégicos, idealizadas pelo mestre, doutor e PhD Alex "pedala" Botelho.
Politicamente, o Sindaport entende que a abertura do concurso público poderá amenizar a onda de medo que se instalou nas dependências da Avenida Rodrigues Alves s/nº diante dos comentários cada vez mais crescentes sobre uma possível privatização da Codesp. "Não é por isso que vamos começar a soltar fogos, mas se essa possibilidade existisse certamente o presidente da empresa não optaria pela abertura de um novo processo seletivo", finalizou Everandy Cirino.
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