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SEP cancela reunião do Consad e suspende dança das cadeiras
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio


Antecipando o que poderia se tornar o maior mico na história da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a matéria sob o título "Mais do mesmo na Codesp", publicada nesta quinta-feira (5) no portal do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), surtiu efeito imediato na Secretaria de Portos (SEP), em Brasília.
Agindo com rapidez e acertadamente o ministro dos Portos, Maurício Muniz Barretto de Carvalho, determinou o cancelamento da reunião extraordinária do Conselho de Administração (Consad) da estatal que havia sido convocada para a próxima segunda-feira (9). Não há data para a realização do encontro.
Na matéria, de forma enfática o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, alertou que as destituições e nomeações dos novos diretores da Codesp, bem como do presidente do Consad e representantes da SEP no colegiado poderiam se tornar as mais curtas da história da empresa diante do provável afastamento da presidente Dilma Rousseff, que será apreciado e votado na quarta-feira (11) pela Comissão Especial de Impeachment no Senado.
"Está mais do que óbvio que os riscos de anulação, total ou parcial, das deliberações decorrentes da reunião do Consad seriam grandes, sobretudo em função de um cenário político de incertezas, do qual, infelizmente, a Codesp é parte por conta de seus cargos cada vez mais vantajosos e cobiçados pelos partidos que compõem a base de sustentação ao Governo", afirmou Everandy Cirino.
Na avaliação do dirigente, além do vexame histórico para a empresa a suspensão da reunião também evitou o constrangimento dos executivos que estariam diretamente envolvidos na dança das cadeiras da Codesp e de seu conselho. "Foi bom porque afastou o mal estar que seria causado para os possíveis destituídos na segunda-feira, mas que porventura poderiam ser reconduzidos na quarta ou na quinta, e principalmente para os nomeados no encontro e que, da mesma forma, poderiam ser exonerados dois ou três dias depois após a votação do impedimento no Senado".
Se para alguns a noticia do cancelamento significou um forte alívio, para outros foi motivo de grande frustração em razão das articulações político partidárias que se sucederam ao longo das duas últimas semanas, fazendo com que as especulações em torno de mais um "troca troca" (no bom sentido) se multiplicassem pelos corredores da Codesp e da própria SEP.
Desta forma, seguindo o (péssimo) exemplo dado por Fernando Henrique Cardoso na eleição municipal de São Paulo, em 1986, os mais entusiastas, e sonhadores, já davam como certo o retorno de determinados colaboradores considerados "figurões" aos principais cargos da empresa. Além de ex-gerentes, superintendentes e diretores da Codesp, a boataria alimentada pelos afoitos atinge nomes que já estiveram à frente da pasta de Portos.
Para os mais novos e aos que não se lembram, dando como favas contadas a disputa pela Prefeitura de São Paulo travada com Jânio Quadros (1917 - 1992), FHC, então candidato do PMDB, posou para a imprensa sentado na cadeira do prefeito um dia antes da eleição, mais precisamente no dia 14 de novembro de 1985, na sede da Prefeitura, no Ibirapuera.
Vencedor daquele pleito, logo depois de ser empossado Jânio Quadros (PTB) foi até seu novo gabinete com uma lata de inseticida e literalmente 'desinfetou' a cadeira. “Gostaria que os senhores testemunhassem que estou desinfetando esta poltrona porque nádegas indevidas a usaram de forma abusiva”, declarou para todos os que estavam na sala. Qualquer semelhança terá sido mera coincidência.
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