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Portos: seis ministros em 5 anos mostra setor à deriva
Fonte: O Povo (CE)
Com a nomeação de Maurício Muniz Barretto de Carvalho para o comando da Secretaria Especial dos Portos (SEP), o Brasil passou a ter o seu sexto ministro no posto em cinco anos. É muito. Quase um por ano. E ainda que todos tivessem absoluta sintonia, não há como não haver impactos na continuidade de políticas públicas no setor. São notórias as limitações do País em termos de infraestrutura portuária. Um exemplo está em Fortaleza. O belo Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) segue com agenda social intensa. É mais um bufê do que um terminal para navios. Uma saída até criativa para o desuso.
Por falta de calado no berço não é possível atracar defronte a Estação. Fizeram tudo, mas esqueceram de dragar os novos berços. Para resolver, precisa fazer a dragagem de aprofundamento para 13 metros (R$ 120 milhões). Hoje está em torno de 2 metros. O Governo Dilma ficou sem dinheiro. Está previsto um prolongamento do molhe de proteção (R$ 40 milhões) para conter o swell (ondas impulsionadas pelo vento). Isto feito, os navios de passageiros poderão atracar no cais defronte a nova Estação.
Hélder Barbalho era o ministro até entregar carta de demissão na terça-feira, 19. Estava no cargo desde outubro de 2015. Enquanto o Ministério é tratado deste modo - e não apenas ele - o País vê-se afundando em infraestrutura precária e perdendo competitividade internacional.
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