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Balança comercial tem melhor resultado em 27 anos para fevereiro

Fonte: G1/RJ

No ano, até agora, o resultado é superavitário em US$ 3,9 bilhões


 
A balança comercial apresentou, em fevereiro, um saldo positivo (exportações maiores do que importações) de US$ 3,04 bilhões, o melhor resultado para o mês em 27 anos. No ano, até agora, o resultado é superavitário em US$ 3,9 bilhões, revertendo o déficit apresentado no mesmo mês de 2015. Nos dois primeiros meses do ano, o Brasil vendeu US$ 24,59 bilhões (uma retração de 4,7% frente a 2015) e comprou US$ 20,6 bilhões (uma queda de 35,1%).
 
O diretor de estatística e apoio à exportação, Herlon Brandão, explica que as exportações têm apresentado melhora desde o fim do ano passado. Durante 2014, a balança estava apresentando um saldo positivo mês a mês sobretudo porque as importações caíam menos do que as importações.
 
— Percebemos uma melhora desde os últimos meses do ano passado. Esperamos que as exportações cresçam no ano como um todo.
 
Ele destaca as vendas de carros (utilitários, de passageiros, caminhões e ônibus), que cresceram 85% em fevereiro e têm subido nos últimos meses, sobretudo por conta da renovação de acordos com o México e com a Argentina. O setor também tem sido auxiliado pelo câmbio, diz Brandão.
 
Em fevereiro, as exportações somaram US$ 13,34 bilhões. O valor representa um crescimento de 4,6% frente a 2015 e é a primeira alta em 17 meses. O último crescimento havia sido em agosto de 2014, na comparação com agosto de 2013. O saldo de fevereiro é resultado de um aumento nas exportações tanto de bens semimanufaturados (14%) quanto de manufaturados (7,9%). Nesses casos, ajudaram a balança, sobretudo, as vendas de tubos flexíveis de ferro/aço (531,1%), etanol (244,8%), açúcar em bruto (121,6%) e suco de laranja congelado (83,2%).
 
O grupo de produtos básicos, no entanto, teve retração de 0,5% nas exportações. Isso porque houve uma forte queda nas vendas de minério de ferro (-48,8%), petróleo em bruto (-28,2%) e café em grão (-23,8%). No mês, cresceram as vendas de produtos brasileiros, principalmente, para a África e para a Ásia.
 
— Os bens minerais continuam com a queda por conta da redução de preços, embora as quantidades tenham crescido. Commodities agrícolas, por outro lado, têm apresentado um bom desempenho, apesar de não ser um bom mês para embarque de soja tivemos um bom resultado para meses de fevereiro — explica Brandão.
 
Em fevereiro, as importações apresentaram uma forte queda, de 34,6%, seguindo a tendência dos últimos meses. As vendas totalizaram US$ 10,3 bilhões. Todos os grupos de produtos tiveram retração. Lubrificantes tiveram queda de 54,6% nas vendas, bens de capital, 33,3%, e bens intermediários, 20,5%.
 
No grupo de combustíveis e lubrificantes, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) justifica, em nota, que a retração ocorreu principalmente por conta da diminuição dos preços de naftas , gasolina, petróleo em bruto, gás natural e carvão. No segmento de bens e consumo as principais quedas foram nas importações de equipamentos de transporte não industrial, automóveis de passageiros e bens de consumo duráveis. Caíram as compras, sobretudo, para América Central e Caribe (-77,2%) e Oceania (-64%).
 
No ano, os dados foram piores do que os acumulados de 2015. Nas exportações, o único item em que não houve queda foi nas vendas de produtos manufaturados, que cresceram 0,5%, sobretudo por conta de um crescimento de 132% nas exportações de tubos flexíveis de ferro/aço. Entre produtos básicos, houve queda principalmente na venda de minério de ferro (-45,6%), e entre os semimanufaturados, de óleo de soja (-47,9%).
 
Nas importações houve queda em todos os segmentos: combustíveis e lubrificantes (-57%), bens intermediários (-34%), bens de capital (-27,1%) e bens de consumo (-24,4%).
 

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