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Ministro Helder Barbalho abre no Porto de Santos Fórum Operação Safra 2016

Fonte: AssCom Codesp 

No evento, Codesp assinou convênio com Polícia Federal e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos


 
O ministro Hélder Barbalho, da Secretaria de Portos (SEP), abriu hoje (17.02) o Fórum Operação Safra 2016. O evento aconteceu no Porto de Santos e apresenta as iniciativas para o escoamento da safra brasileira de grãos do campo para os portos. No evento, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) assinou também convênios para ações da Guarda Portuária de Santos em conjunto com a Polícia Federal e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) do município.
 
O ministro Barbalho destacou que estar com os portos aptos a receber, de forma ágil e planejada, a produção nacional, é fator decisivo para sincronizar a saída da produção de sua origem com a chegada aos portos. “É preciso eliminar interrupções que sobrecarreguem preços, prejudique prazos e comprometam o que foi planejado pelo setor privado”, afirmou ele.
 
O ministro destacou, ainda, a importância do entrosamento que existe entre a Secretaria de Portos, a Codesp e as prefeituras municipais. “Precisamos sincronizar a movimentação ferroviária e rodoviária no porto com o dia-a-dia de cada município”, explicou o ministro. Ele apresentou um balanço apontando que o Porto de Santos escoou, no ano passado, 17,8 milhões de toneladas de soja e farelos, que representaram 26% do total desses produtos movimentados no país.  Segundo o ministro, em 2015 o granel vegetal teve uma participação de 53% na movimentação de cargas no Porto. O total de caminhões que circularam no complexo portuário santista no ano passado somou  2,6 milhões, dos quais 660 mil no período da safra. “Esse dado mostra o quanto conseguimos avançar em 2015 nos agendamentos, atingindo, no mês de outubro,  97% das chegadas de caminhões através de agendamentos”, disse Barbalho.
 
Para o presidente da Codesp, Alex Oliva, o evento permite demonstrar o desafio que é o início da movimentação da safra 2016. “Essa é uma atividade complexa de empreender. E isso não se faz sozinho. Dependemos de parcerias e essas parcerias precisam ser fortificadas.”, ressalta o presidente. Alex Oliva disse que há necessidade de se compatibilizar as atividades portuárias com a rotina do cidadão, a fim de minimizar conflitos.
 
O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, enfatizou a importância das ações articuladas dos governos municipais, estadual e federal, visando  minimizar os impactos, principalmente nos períodos de escoamento das safras agrícolas. “Utilizando novas tecnologias, mexendo na logística, nós teremos esses impactos minimizados. Tivemos avanços importantes já nas últimas safras e com os ajustes feitos neste ano teremos ainda melhores resultados”, afirmou o prefeito. Barbosa destacou também a importância das obras de infraestrutura para melhorar a acessibilidade ao porto e à Baixada Santista. O prefeito mencionou as obras de acesso à cidade de Santos, um investimento de mais de R$ 700 milhões, que envolverá recursos dos governos Federal, Estadual e do município de Santos. “Nada melhor para superar momentos de crise do que investir na acessibilidade ao maior porto do país, para que a gente possa retomar o crescimento”, afirmou.
 
Convênios – A Codesp firmou acordo de cooperação com a Polícia Federal, através da Superintendência Regional do órgão, para o desenvolvimento de ações de interesse comum, voltadas para o policiamento marítimo e terrestre do Porto de Santos e de sua área de fundeio. O acordo tem vigência de 5 anos e prevê patrulhamentos  da Polícia Federal na área de fundeio, na baía de Santos,  no cais pelo lado de mar, com uso de embarcações,  e por terra em conjunto com a Guarda Portuária.  Essas ações objetivam inibir ações ilícitas e preservar a segurança das tripulações das embarcações atracadas e ancoradas, bem como do patrimônio, conforme estabelece o Plano de Segurança Portuária do Porto de Santos.
 
Outro documento firmado pelo diretor presidente da Codesp, Alex Oliva, é com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) do município de Santos.  O convênio entre a Codesp e a CET permite a atuação de integrantes da Guarda Portuária como agentes de trânsito no Porto de Santos. “Essa permissão fortalece a relação porto-cidade, pois fiscalizar e disciplinar o trânsito de veículos nas vias do Porto é uma atividade fundamental da segurança”, explica Alex Oliva. Com este desse convênio, a CET-Santos delega à Codesp as competências atribuídas ao Município pela Lei Federal nº 9.503/97, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro.
 
Escoamento da safra – A Operação Safra 2016 é um conjunto de ações reunindo Secretaria de Portos (SEP), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério dos Transportes, Codesp e outras entidades federais, estaduais, administrações municipais, além de concessionários rodoviários, ferroviários e hidroviários, associações, sindicatos, embarcadores, armadores e terminais portuários.  As instituições envolvidas com o transporte da produção nacional de grãos agem em conjunto para garantir o escoamento da safra com segurança e tranqüilidade, evitando excesso de demanda nas áreas portuárias e nos acessos.
 
O pico do escoamento da safra ocorre entre junho e agosto, com o início do declínio da safra de soja e a ascensão da chegada do açúcar e do milho. Os produtos do complexo soja (grãos e farelo) têm seu auge entre março e abril. O açúcar escoa principalmente entre junho e agosto e o milho tem o pico da chegada no mês de agosto. Em 2015, os três produtos somaram cerca de 52 milhões de toneladas exportadas pelo Porto de Santos. Foram 18,1 milhões t de açúcar, 17,7 milhões t do complexo soja. Entre agosto e outubro, mais de 25% do movimento de caminhões no Porto são de granéis de origem vegetal.
 
No Fórum operação Safra 2016, cada órgão envolvido apresentou o que já tem desenvolvido como parte do conjunto de responsabilidades e atribuições durante o período de escoamento da safra. A Operação Safra 2016 objetiva não apenas as ações para o atendimento, desde o agendamento prévio até o momento do embarque, como também a participação de cada órgão na solução rápida de eventuais problemas que possam a ocorrer.
 
Conforme projeção da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a movimentação de cargas relativa ao escoamento da safra 2016 pelo Porto de Santos deve se manter estável em relação ao ano de 2015.  A previsão é que as principais mercadorias do segmento devem apresentar os seguintes números: crescimento em relação a 2015 de açúcar (3,9%), farelo de soja (7,1%) e a soja em grãos (5,4%). Já a movimentação de milho deve apresentar recuo de 7,6%. A expectativa da Codesp é baseada na elevação dos preços internos e demanda internacional ainda elevada, que alimentam a perspectiva de nova safra recorde. A estimativa mais recente da Conab para a safra 2015/2016 é de novo recorde na produção de grãos, que deverá situar-se entre 208,6 milhões t e 212,9 milhões t, um acréscimo de até 2,1% em relação à safra 2014/2015, com destaque para o desempenho da soja, com crescimento estimado entre 5,1% e 6,8% (entre 101,1 milhões t e 102,8 milhões t).  A perspectiva para o milho, entretanto, é de baixa, mesmo porque 2015 foi um ano de desempenho histórico dessa commodity. Segundo o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2015/2016 – 2º Levantamento (Novembro/2015) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional do grão deverá cair entre 4,2% e 2,3% na safra 2015/2016, em resposta ao recuo máximo esperado de 3,6% na área plantada. Diante desse cenário estima-se uma retração de 7,6% nos embarques de milho em 2016 (13,630 milhões t).
 
Agendamento – A chegada de cargas ao Porto de Santos é toda programada. O objetivo do Fórum Operação Safra 2016 é dar todas as informações para que os produtores e as transportadoras possam organizar o transporte de suas cargas. O Porto de Santos tem estrutura de armazenagem e capacidade de embarque para operar a safra. Os terminais possuem sistemas de recepção e embarque automatizados e ágeis. O porto possui capacidade nominal de 2,3 milhões de toneladas de granéis sólidos de origem vegetal, podendo embarcar 22,9 mil toneladas/hora.
 

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