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O futuro do trabalho e os desafios para colaboradores e organizações
Fonte: O Estado de S. Paulo
O estudo do World Economic Forum Outlook on the Global Agenda 2015 apontou questões no mínimo intrigantes para o futuro da carreira profissional. Segundo o estudo: 1. O tempo médio em um mesmo emprego irá cair; 2. O número de transições de carreira irá aumentar; 3. A tecnologia e a automação terão cada vez mais um forte impacto sobre o emprego e na forma de realizar o trabalho; 4. Será preciso repensar o contrato pessoal. Ademais, na análise de Jacob Morgan em The Future of Work, “a demografia dos trabalhadores vem se transformando e, em virtude disso, modificam-se as expectativas, os valores, as atitudes, o estilo e a forma de trabalhar”.
Diante dessas tendências, aumentam os desafios para trabalhadores e organizações, independentemente das projeções catastróficas para o mundo do trabalho (e do emprego) no Brasil em 2016. Trabalhadores precisam urgentemente repensar seus paradigmas relacionados ao emprego tradicional (contrato de trabalho com jornada semanal regular, remuneração fixa, benefícios sociais, progressão vertical e constante na carreira etc.); organizações precisam repensar a forma de atrair, reter e engajar pessoas competentes, propor novas (e enxutas) estruturas organizacionais e de carreira e, sobretudo, transformar os ambientes de trabalho (físico e psicológico) em atmosferas atrativas e confortáveis.
Ainda considerando os cenários futuros para a carreira profissional, destaco o relatório Future Work Skills in 2020 (habilidades para o trabalho em 2020, em tradução livre), desenvolvido pelo Institut for the Future, da Universidade de Phoenix (EUA), que revelou quais serão as habilidades mais importantes para o trabalhador do futuro: sense making (criação de sentido); inteligência social; alfabetização em novas mídias; pensamento computacional; cognitive load management (gerenciamento de carga cognitiva); design mindset (mentalidade de design); cross cultural competency (competência para lidar com relações culturais diversas) e colaboração virtual.
Como eu acredito em retomada do crescimento e sou fã da expressão look forward (olhar para a frente), sugiro àqueles (as) que estão preocupados(as) com suas carreiras, mapearem permanentemente as tendências e se preparar para o futuro do trabalho.
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