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Assembleia neste domingo (13) discute implantação do turno de 6h para o pessoal de fiscalização, atracação, meio ambiente e infraestrutura da Codesp
Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira

Todos os empregados das áreas de fiscalização, atracação, meio ambiente e infraestrutura da Codesp estão convocados para assembleia neste domingo, 13/12, às 20 horas, na sede do SINDAPORT.

Todos os empregados das áreas de fiscalização, atracação, meio ambiente e infraestrutura da Codesp estão convocados para assembleia neste domingo, 13/12, às 20 horas, na sede do SINDAPORT.
Até o momento, a negociação entre a comissão de empregados, criada para discutir o turno de seis horas, e a Codesp não evoluiu. Resultado: a empresa afirma que vai implantar o turno de seis horas a partir de segunda-feira, 14 de dezembro, e sem o pagamento de repasse, adicional de turno e indenização. Por isso, é importante a participação, na assembleia, das categorias atingidas para definir quais providências serão tomadas e se partimos para a greve e instauramos dissídio coletivo.
A assembleia será realizada em conjunto entre o SINDAPORT e o Sintraport. As duas entidades, que representam trabalhadores da Companhia, encaminharam ofício para o presidente da Codesp, Alex Oliva, solicitando o adiamento na implantação do turno de seis horas.
A sugestão dos dois sindicatos portuários é a de que o prazo para modificação na jornada de trabalho passe para 19 de janeiro de 2016. Nesse período, os trabalhadores seriam corretamente informados sobre as mudanças e a comissão paritária poderia ter algumas questões, já indagadas, respondidas.
É importante salientar que a alteração na jornada de trabalho está trazendo muita preocupação aos trabalhadores atingidos, porque em alguns setores o número de empregados não é suficiente para atender plenamente o turno de seis horas. Além disso, as implicações com a nova jornada de trabalho não foram devidamente esclarecidas aos trabalhadores. Alguns questionamentos feitos pela comissão de trabalhadores criada para discutir tal mudança continuam sem respostas.
1 - Será mantido o pagamento da hora de repasse?
2 - Os trabalhadores que sofrerem a supressão de horas extras serão indenizados?
3 - A empresa vai instituir o adicional de turno para cobrir os prejuízos financeiros dos trabalhadores? Será que a Codesp vai responder essas perguntas?
HISTÓRICO
A Diretoria anterior da Codesp iniciou em agosto a implantação do Projeto de Modernização da Gestão Portuária- PMGP. O novo Organograma da empresa, o Plano de Cargos Comissionados e Funções de Confiança-PCCFC, foram algumas das mudanças ocorridas em virtude projeto elaborado pela consultoria Delloit.
Porém, a mudança mais significativa e traumática para os empregados é a alteração nas jornadas de trabalho de algumas categorias. O objetivo é reduzir as horas extras praticadas por necessidade de serviço e falta de efetivo.
Inicialmente, a empresa tinha a intenção de colocar em prática as mudanças nas jornadas a partir do dia 19/10/2015, porém em reunião no dia 14/10/2015 com o superintendente de RH, o SINDAPORT solicitou a prorrogação do prazo para a implantação das mudanças por 60 dias e a criação de uma comissão para negociar.
A Codesp aceitou prorrogar o prazo de implantação por 30 dias e criou uma comissão paritária. Porém, logo depois o prazo foi prorrogado por mais um mês, ficando 14/12/2015 a data limite para a implantação das novas jornadas e do novo RIP.
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