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Empresários temem gestão politizada na Codesp
Fonte: Valor Econômico


Sem rodeios, ao contrário de antecessores, o novo ministro dos Portos, Helder Barbalho, disse em sua primeira visita a Santos (SP) que haverá mudanças nas equipes que comandam as companhias docas. E adiantou que as alterações continuarão na Secretaria de Portos (SEP). Ele não adiantou nomes.
A manifestação gerou certa apreensão na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a maior das sete companhias docas, e na comunidade portuária. O temor é uma possível politização da administração, retomando as indicações eminentemente político-partidárias que a SEP pretendeu combater em seu nascedouro.
Para alguns empresários, a indicação política não é em si ruim - como qualquer estatal, os portos sempre conviveram com elas e, em alguns casos, os apadrinhados fizeram boas gestões.
"O problema não é a indicação política, mas a gestão politizada, aí é um desastre. Essa fronteira não pode ser cruzada", diz um operador de terminal.
Outro empresário considera que se não houver como escapar das indicações políticas para as diretorias das docas, o ideal é que elas sejam "puro sangue", do PMDB, para que haja uma coerência na condução dos portos, evitando rachas entre os partidos que travem o sistema.
Atualmente técnicos e políticos convivem no comando da empresa. Três das cinco vagas da diretoria da Codesp são ocupadas por profissionais sem relação política. As outras duas foram recentemente preenchidas por técnicos indicados por um consórcio de deputados do PMDB, PRB, PR e PTB, por indicação do ex-ministro Edinho Araújo (PMDB), antes de sair para dar lugar a Barbalho.
Apesar das pressões da base do PMDB, Araújo resistiu em trocar o comando da Codesp, liderada por Angelino Caputo, que foi assessor da Casa Civil e tem perfil técnico, tendo se aposentado do Banco do Brasil para assumir a Codesp.
Caputo vem fazendo mudanças para profissionalizar e modernizar a estatal, como previsto na nova Lei dos Portos, que ajudou a formular.
"Sempre houve pedidos do partido para indicar outro nome para a Codesp, mas o ministro gostava do perfil técnico do Caputo. Em outras docas ele cedeu, como na do Pará, Rio de Janeiro e Ceará", diz uma fonte próxima a Araújo.
Comentários (2)
José Arnaldo Santos
Data: 27/10/2015 - 11h35
"O problema não é a indicação política, mas a gestão politizada, aí é um desastre. Essa fronteira não pode ser cruzada"Entendo que com a estatização da CODESP sua direção sempre foi politizada, alias, até vários cargos técnicos estão até hoje nas mãos de pessoas que não são de carreiras, indicação politicas.
José Antonio Marques Almeida (JAMA)
Data: 27/10/2015 - 10h55
Falar que Caputo tem perfil técnico para ocupar a presidência da Codesp é querer forçar demais a barra. Ele é técnico. Mas, não tem competência para ocupar o cargo que hoje ocupa. Aliás, hoje li no website Portogente que até o ministro precisa dizer a que veio...Caputo fez um desajuste fiscal na Codesp, ao arranjar salários atrativos e aumentar o poder de consumo de companheiros aposentados do Banco do Brasil. Não fez nada que mereça comentário positivo para melhorar a situação do porto de Santos. Assinar o golpe da Libra em cima da Codesp? Bem, fico nesta pergunta...
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