Notícias

Sindaport cobra medidas de redução de custos da Codesp

Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio



"Ouvido de mercador". Assim pode ser definida a postura inerte dos dirigentes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) diante do pacote de medidas anunciado pela presidente Dilma Rousseff, que incluiu a reforma ministerial e a extinção de oito pastas do primeiro escalão do Governo, a redução de despesas da máquina pública, além do corte salarial dos ministros e da própria mandatária.  
 
Em seu discurso de exatos 20 minutos, Dilma ressaltou não apenas o caráter político das mudanças que visaram uma oportuna melhora na relação com a base aliada, mas também a necessidade de uma gestão pública mais eficiente e modernizada. "Todas as nações que atingiram desenvolvimento construíram estados modernos. Esses estados modernos eram ágeis, eficientes, baseados no profissionalismo e na meritocracia", disse a chefe da Nação.
 
Apesar do enunciado, feito em voz alta e bom som para os mais de 200 milhões de brasileiros via rádio e TV (sem direito a perguntas dos jornalistas), o recado parece ter passado despercebido para muitos gestores públicos, com destaque os que comandam a estatal que administra o Porto de Santos, responsável por cerca de 27% do comércio exterior brasileiro.
 
Claro está que os propósitos manifestados, bem como o exemplo dado pela presidente do País por estas bandas foram, displicente ou deliberadamente ignorados, considerando que até agora nenhuma ação de gestão foi adotada pela Docas paulista, cuja administração segue atracada no cais da apatia, do marasmo e, acima de tudo, da indiferença diante da grave crise que assola o País.
 
Diante de tamanha letargia da Codesp, coube ao Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) entender a mensagem vinda do Planalto através dos apelos da presidente e, como simples forma de colaboração, encaminhar algumas possibilidades que poderão ser levadas em consideração pelos técnicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).    
 
Para tanto, enviou expediente ao diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), Murilo Barella, bem como à própria presidente Dilma Rousseff apresentando uma singela proposta de redução de despesas da estatal portuária, na ordem de R$30 milhões ao ano. 
 
Vale ressaltar que os argumentos e valores elencados na missiva encaminhada pelo Sindaport (abaixo descritos em vermelho) seguiram à risca os objetivos e percentuais traçados por Dilma (em preto).

• Criação da comissão permanente de reforma do Estado;
• Criação de comissão DEST∕CODESP para reestruturação da Empresa;
   
•  Corte de 30 secretarias nacionais em ministérios;
•  Corte de 1 Diretoria, 4 Superintendências, 6 Gerências e 4 assessores reduzindo a folha  de pagamento em R$10 milhões∕ano;
   
•  Redução em 20% com gastos de custeios e contratação de serviços;
• Redução em 10% com gastos de custeios e contratação de serviços reduzindo seus custos em R$ 5 milhões∕ano;
   
• Limites de gastos com telefone, passagens e diárias;
• Limites de gastos na ordem de 10% no contrato de serviços de telefonia e prestação de serviços na compra de   passagens reduzindo em R$ 200 mil∕ano;
   
• Corte de 10% na remuneração dos Ministros;
•  Corte de todos os designados para cargos comissionados que não pertençam ao quadro de pessoal da Empresa (atualmente são 19 pessoas, podendo chegar a 26) resultando em R$14 milhões∕ano;
   
•  Revisão de todos os contratos de aluguel, segurança e administrativos;
•  Corte de 10% em todos os serviços contratados que envolvam pessoal e serviços;
   
•  Corte de 3.000 cargos em comissão.
•  Corte de 10% da quantidade de funções gratificadas com redução de R$2 milhões∕ano.
 
O Sindaport, portanto, acredita ser possível fazer valer as contundentes palavras proferidas pela mandatária na manhã do último dia 2, em Brasília, bem como transformar a Codesp numa empresa modelo e referência de "gestão pública, moderna, ágil e eficiente, baseada no profissionalismo e na meritocracia". 
 
Na qualidade de entidade representativa majoritária dos empregados da Codesp, o Sindaport entende que a Autoridade Portuária de Santos deve uma resposta à comunidade portuária e a sociedade santista em razão das medidas anunciadas pelo Governo Federal. Mais do que nunca, tem o dever moral e a obrigação de cortar na própria carne, promovendo as reduções de custos necessárias ao crítico momento econômico.
 
No lugar do flagrante silêncio e da subsequente omissão, resta à direção da Codesp a adoção de ações mais eficazes, concretas e de absoluta austeridade, à exemplo e em resposta ao chamado da superiora hierárquica, não por acaso a excelentíssima senhora presidente da República, Dilma Rousseff. O aviso foi dado.
 

Imprimir Indicar Comentar

Comentários (2)

João Gomes Ribeiro Neto
Data: 15/10/2015 - 20h24
Realmente contratar pessoas de fora para ocupar cargos de confiança, tendo-se na Empresa pessoas preparadas e conhecedoras é no mínimo desperdício de capacitação e de dinheiro, além de prejuizo incalculável da auto estima dos empregados capacitados.
É por isso que muitos planos não decolaram por falta de conhecimento básico e bom senso.
JGRN
antonio carlos paes alves
Data: 13/10/2015 - 12h20
Dá para acreditar em quem editou decreto para regular o juízo arbitral nos portos e aceitou a extinção de processos praticamente ganhos pela CODESP contra a LIBRA?


Compartilhe



Voltar