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Outubro Rosa e a importância da prevenção contra o câncer de mama
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio, com informações do Inca

Comemorado anualmente pelos quatro cantos do mundo, o popular movimento Outubro Rosa teve início nos Estados Unidos, quando vários estados passaram a promover ações isoladas voltadas para o câncer de mama, no mês de outubro. O nome remete ao laço de cor rosa que simboliza, mundialmente, a luta das mulheres e estimula a participação da população, empresas e entidades.

Comemorado anualmente pelos quatro cantos do mundo, o popular movimento Outubro Rosa teve início nos Estados Unidos, quando vários estados passaram a promover ações isoladas voltadas para o câncer de mama, no mês de outubro. O nome remete ao laço de cor rosa que simboliza, mundialmente, a luta das mulheres e estimula a participação da população, empresas e entidades.
A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990. Desde então, o evento passou a ser promovido todos os anos na cidade, levando o Congresso Americano a aprovar Outubro como o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
A iniciativa motivou a participação de diversas outras cidades dos Estados Unidos, e daí para o resto do mundo foi apenas uma questão de tempo. Além da tradicional corrida, diversas outras ações foram implementadas e direcionadas para a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce.
"A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação", explica a secretária executiva do Sindaport, Regina Marta Brito da Silva. Para ela, a popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma natural, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno da causa.
Regina Marta ressalta que o câncer de mama ainda não pode ser prevenido, mas sim diagnosticado o mais cedo possível. "É muito importante que as mulheres conheçam seu corpo desde que apresentem o crescimento das mamas na adolescência, fazendo sempre o autoexame das mamas, que pode ser feito pelo menos uma vez a cada 30 dias, preferencialmente no mesmo dia do mês para que as mulheres se familiarizem cada vez mais com suas mamas".
A secretária salienta que a iluminação na cor rosa assumiu importante papel ao tornar-se a representação de uma leitura visual, que hoje em dia é compreendida em qualquer lugar no mundo. "A cor simboliza o movimento internacional e queiram ou não chama a atenção da população de uma forma geral, principalmente das mulheres, levando todos à reflexão sobre os fatores de riscos, formas de prevenção e tratamentos relacionados ao câncer de mama".
Após os 40 anos, a mamografia começa a ser um exame importante para a detecção da doença e recomenda-se que seja feito pelo menos uma vez por ano a partir daí. Todas as mulheres deveriam procurar um mastologista para acompanhamento e exame anual durante sua vida, mas principalmente a partir dos 40 anos.
Segundo ela, a detecção precoce aumenta as chances de cura. "O desenvolvimento da doença está atrelado a uma série de fatores como idade, genética/hereditariedade, endócrinos, comportamentais/ambientais, e por isso é bom estarmos sempre atentas à esses aspectos", alertou a secretária do Sindaport.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2013, 14.388 pessoas morreram em decorrência da doença. Destes, 181 homens e 14.388 mulheres. Estima-se que até o final de 2015, no Brasil, serão detectados 57.120 novos casos, com risco de morte de 56 casos a cada 100 mil mulheres.
O câncer de mama representa 25% de todos os novos casos detectados entre a população feminina. Os homens também podem ser acometidos pela doença, porém a incidência no público masculino é de 1%. Confira algumas dicas do INCA.
Sintomas do câncer de mama
Geralmente o câncer de mama não apresenta sintomas no início. A partir do momento que começa a ser palpável, pode estar associado a um caroço na mama. Também pode ser representado por áreas de abaulamentos ou retrações de pele. Manchas ou alterações na pele da mama. Ainda pode estar ligado com saída de líquido do bico da mama, geralmente no caso do câncer estes líquidos são sanguinolentos ou semelhantes à cor da água de geladeira ao descongelarmos o congelador.
Orientações para enfrentar o tratamento de câncer de mama
A principal sugestão é o esclarecimento. Não deixe de tirar todas as suas dúvidas. Anote sempre quando surgirem e traga na consulta para que podemos esclarecê-las. Quando uma paciente sabe aquilo está acontecendo, isso pode auxiliar no seu próprio tratamento. Além disso, o Hospital conta com equipe de psicologia para propiciar um suporte para as pacientes.
Tratamento do câncer de mama
Os tratamentos para o câncer de mama resumem-se em clínicos e cirúrgicos. Os cirúrgicos envolvem os tratamentos conservadores, aqueles que preservam a mama como as tumorectomias, quadrantectomias e os radicais - conhecidos como mastectomias.
A maioria dos cânceres de mama podem “metastatizar” para a axila, portanto a avaliação axilar pode ser feita através do linfonodo axilar ou dissecção axilar quando a sentinela possui células neoplásicas. Hoje em dia, há uma modalidade conhecida como oncoplásticas, ou seja, tratamentos conservadores que usam técnicas de cirurgia plástica para o tratamento do câncer de mama.
Com isso obtém-se um tratamento oncologicamente eficaz e permite-se um efeito estético satisfatório para a paciente, mesmo porque este tratamento permite igualar cirurgicamente a mama contralateral. Nos casos das mastectomias é importante salientar que todas as mulheres têm o direito da reconstrução mamária.
O tratamento clínico envolve vários tipos de medicamentos chamados quimioterápicos e hormonioterápicos, cada qual com sua função e efeito colateral.
Além disso, existe a radioterapia que deve ser empregada na sequência do tratamento cirúrgico, conservador ou em casos específicos de câncer avançado.
De maneira geral é importante dizer que hoje, o tratamento é muito individualizado, portanto cada caso será estudado particularmente e receberá um tratamento específico. Portanto, não se assustem se alguém passar por um tratamento diferente do seu. E Lembre-se: cada caso é um caso!
Por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama”, aponta o INCA.
Fique atenta aos sinais de seu corpo e converse com seu ginecologista. O autoexame é muito importante, mas não substitui consultas ao médico. Para mais informações acesso o site do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
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