Notícias
Alô você! Vem aí o Programa do Helder!!!
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio

Ele já foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que referendou decisão anterior do Tribunal Regional do Pará (TRE), a pagar R$ 600 mil em razão de descumprimento de ordem judicial que havia determinado a suspensão de todas as veiculações da propaganda eleitoral de um adversário político, a qual, segundo entendimento dos dois colegiados, foi manipulada pelo grupo de comunicação de propriedade de sua família.

Ele já foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que referendou decisão anterior do Tribunal Regional do Pará (TRE), a pagar R$ 600 mil em razão de descumprimento de ordem judicial que havia determinado a suspensão de todas as veiculações da propaganda eleitoral de um adversário político, a qual, segundo entendimento dos dois colegiados, foi manipulada pelo grupo de comunicação de propriedade de sua família.
De acordo com o processo, a empresa multimídia havia editado e publicado transcrição de um grampo telefônico obtido ilegalmente, que registrava conversa entre os opositores políticos, porém, suprimindo frases inteiras, e dessa forma, desvirtuando o sentido do diálogo.
Também responde por improbidade administrativa perante a 5ª Vara Federal do Pará em investigação iniciada pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), que constatou irregularidades na aplicação de recursos do Ministério da Saúde em sua cidade natal, Ananindeua, entre janeiro de 2004 e junho de 2007, período parcial no qual foi prefeito do município (a partir de 2005). Vale a observação de que, no ano anterior (2004), ocupava o cargo um correligionário seu, igualmente investigado na ação e que certamente vai segurar o rojão.
Segundo a ação, foram destinados ao município R$ 94,8 milhões para o financiamento de programas na área da Saúde. As gestões dos dois políticos também foram acusadas de fraudes e irregularidades em licitações, fato que levou o Ministério Público a pedir a indisponibilidade dos bens dos dois investigados, cujo pleito foi negado pela Justiça, em junho de 2012, sob a absurda e frágil alegação de que os valores dos danos causados por cada um dos suspeitos ainda não havia sido apurado.
Sobre o tema, o Ministério da Saúde precisou recorrer ao Diário Oficial da União, edição de 24 de abril de 2015, para notificar o ex-prefeito de Ananindeua e já ministro da Pesca e Aquicultura, no sentido de que o intimado respondesse sobre eventuais irregularidades apuradas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em um convênio de sua gestão no município.
A missiva oficial relata uma tentativa mal sucedida de encontrá-lo para a entrega da simples notificação, já que o destinatário fugiu do Oficial de Justiça como o diabo foge da cruz. "O diretor executivo do Fundo Nacional de Saúde convoca o senhor ex-prefeito da Prefeitura de Ananindeua, que se encontra em lugar incerto e não sabido, para retirar e atender a notificação”, diz o edital. O texto ainda cita que, se o ministro não atender a convocação em 15 dias, será iniciado um processo de ressarcimento aos cofres públicos, chamado de “tomada de contas especial”.
Nosso protagonista também foi atingido em cheio com a decisão tomada (sem alarde, claro) pela presidente Dilma Rousseff, proibindo, na ocasião, que os 39 ministros usassem os jatos oficiais para passar os fins de semana em seus estados de origem. Publicado pela mandatária da Nação no dia 10 de abril deste ano, o decreto proibitivo foi simplesmente ignorado pelo subordinado pescador. Como prêmio pela desobediência, foi mantido no cargo e agora acaba de ser promovido com um ministério de maior relevância e visibilide.
Na mesma data da publicação, o bonito céu azul do Pará foi cortado pelo jatinho da temida Força Aérea Brasileira, prefixo 2583 (não confundir com o lendário Senta a Pua), para aterrissar na Base Aérea de Belém, Val-de-Cans, por volta das 15h45, desembarcando o então ministro para passar mais um fim de semana em sua terra natal, depois de três cansativos dias de trabalho (terça, quarta e quinta), em Brasília.
Cansaço que também pôde ser atribuído às suas sucessivas e manjadas viagens, popularmente conhecidas como "trens da alegria", com passagens aéreas, hospedagem, diárias e transportes, boa comida, bebida e demais mordomias que o cargo permite, pagos pelo contribuinte brasileiro. Tudo à trabalho, e em menos de 90 dias.
Em tempos de sacos de maldade, aumento de impostos, ajuste fiscal, retirada de direitos trabalhistas, desemprego em massa, porrada e mais porrada no trabalhador brasileiro, conseguiu arrumar um tempinho para fazer a festa com o dinheiro público e passar o feriadão de Corpus Christi na Europa, num giro por Portugal e Itália. Seguramente não foi tratar do seguro-defeso ou seguro-desemprego dos pescadores do Mediterrâneo ou das terras do Além Mar.
É de se estranhar, no entanto, a preferência por estes destinos considerando que não estão entre os principais países produtores da pesca, que são China, Indonésia, Vietnã, Filipinas, Peru, Japão e Coréia do Sul. Importante ressaltar que, apesar da enganosa "transparência obrigatória" a assessoria do Ministério da Pesca e Aquicultura omitiu informações sobre os gastos do titular da Pasta e sua comitiva com passagens aéreas, diárias e hospedagem em hotéis de luxo. Em síntese, nada diferente do que acontece com muitos de seus pares ministeriais, alguns antecessores e políticos em geral.
Por derradeiro, cabe o devido destaque ao seu invejável currículo, a partir de agora mais robusto com a nova nomeação, que além de ministro da Pesca e Aquicultura, registra um mandato como deputado estadual, em 2002, vereador e prefeito de Ananindeua, onde também atua como radialista em emissora de propriedade de sua família, o popular "Programa do Helder", na Rádio Clube do Pará.
Fica a ressalva de que, por aquelas bandas, água mesmo só através da hidrografia do município, representada pelos rios Guamá, Maguari-Açu e Benfica, dos quais vertem os rios Água Preta, Uriboquinha e o igarapé Aurá. Comércio Exterior ou até mesmo o transporte de carga por navegação fluvial, absolutamente nada, e porto que é bom, muito menos!!!
Ainda que este breve resumo antecipe mais uma tábua de marés nada favorável para o setor portuário, com o otimismo de sempre o Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) dá as boas vindas e deseja sucesso ao novo ministro da Secretaria de Portos, o radialista Helder Zahluth Barbalho.
A mesma sorte que o Sindicato deseja ao nosso popular estivador e também radialista Jorge Fernandes, que a partir de agora deve colocar as barbas de molho já que a concorrência vai ser grande.
Comentários (0)
Compartilhe
Voltar





Versão em pdf
