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DEST determina que as empresas estatais congelem o seu número de empregados e ainda, reduzam seus custos
Fonte: Sindaport / A Diretoria
Adivinhem quem vai ser o primeiro a levar a chibatada? O empregado, é lógico.

Adivinhem quem vai ser o primeiro a levar a chibatada? O empregado, é lógico.

Através do Oficio Circular SEI nº. 170/2015-MP, datado de 17 de setembro de 2015, enviado para todas as Estatais Federais, o DEST está determinando que estas empresas congelem o seu número de empregados efetivamente contratados até a data do recebimento do referido ofício, mesmo que a empresa ainda não tenha atingido o número máximo de empregados permitido através de portaria anterior.
E ainda, recomenda para que, as Empresas Estatais “adotem iniciativas de melhorias de processo e otimização de recursos, visando a redução de outros dispêndios de custeio”.
Isso já trouxe para a Codesp o primeiro impasse, pois está em andamento o Concurso Público para a contratação de 88 empregados para atividades de amarração de navios, conforme um TAC assinado pela Codesp junto ao Ministério Público, encerrando a terceirização desta atividade fim da empresa.
As provas escritas para este concurso já estão marcadas. Através de sua assessoria de imprensa, a Codesp está informando que o concurso público será mantido. Ainda que as provas mantidas, será que a contratação destes novos empregados está mesmo garantida?
Conhecendo o perfil da atual Diretoria da Codesp e aproveitando do ofício do DEST, certamente a Empresa aumentará ainda mais o arrocho salarial contra os empregados, alvo preferido desta diretoria para corte de gastos.
Seria exigir demais da atual direção da empresa, que antes de “mirar seus canhões” contra os empregados, pudessem fazer outras avaliações de cortes de gastos, como por exexplo:
- Reduzir ou extinguir contratos caros de terceirização;
- Cancelar contratos de viabilidade de projetos que nunca saem do papel;
- Suspender os patrocínios de eventos feitos pela Codesp;
- Cortar gastos com viagens e diárias de viagens da diretoria;
- Cortar os custos com contratados para os cargos de confiança.
Não seria nada fora de propósito que a Diretoria desse um bom exemplo e fizesse os cortes de gastos, começando pela própria carne, reduzindo até o número de diretorias e assessores que cada um tem a sua disposição.
Aqueles companheiros um pouco mais antigos vão se lembrar que nos anos 70 e 80, quando tínhamos um número total de empregados chegando quase a 18.000, o número de diretores e assessores era muito menor que o atual.
E ainda, devemos levar em consideração que naquela época a CODESP era a única operadora do Porto de Santos, com seus armazéns próprios da Ponta da Praia até a Alemoa, todo o serviço de máquinas e manobras eram próprios, os equipamentos terrestres para carga e descarga eram próprios, com um nível de informatização muito menor do que hoje.
Infelizmente para a Diretoria atual da Codesp ainda vale aquele velho ditado popular:
“FAÇA O QUE EU DIGO, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”.
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