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Mudanças na Codesp requer um olho no gato e outro no peixe
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio

Assim como acontece em todo início de Governo e de gestão no Porto de Santos, a direção do Sindaport mais uma vez se mantém atenta às tratativas politicas partidárias que envolvem a habitual dança das cadeiras nos principais cargos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Desta feita, porém, além de manter um olho nos gatos, também volta suas atenções para os peixes, no caso os empregados da empresa envolvidos no processo de reestruturação administrativa.

Assim como acontece em todo início de Governo e de gestão no Porto de Santos, a direção do Sindaport mais uma vez se mantém atenta às tratativas politicas partidárias que envolvem a habitual dança das cadeiras nos principais cargos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Desta feita, porém, além de manter um olho nos gatos, também volta suas atenções para os peixes, no caso os empregados da empresa envolvidos no processo de reestruturação administrativa.
Sem qualquer alarde e de forma dissimulada, os gestores da Codesp já promoveram mais de 200 ajustes na esfera administrativa, alterando rotinas de trabalho, procedimentos históricos e comprovadamente eficientes, bem como uma profunda (e confusa) mudança nos ordenamentos hierárquicos que já começam a colocar em dúvida a credibilidade da proposta de um novo organograma.
À exemplo do que ocorre nas principais esferas do Governo, sobretudo em Brasília, as trapalhadas se sucedem nos escalões subsequentes do Poder Público envolvendo ministérios, empresas estatais, secretarias, conselhos, autarquias, controladorias, agências reguladoras e a casa dos cambau.
Nesse sentido, diante de um flagrante mix de incompetência, conveniência, oportunismo e outras mazelas, as empresas de consultoria (que não tem nada a ver com isso) continuam assinando seus polpudos contratos, desenvolvendo projetos cada vez mais mirabolantes e, acima de tudo, faturando alto, como é o caso da "famosa" e sempre lembrada Deloitte.
Como resultado prático disso tudo, pelo menos na Docas paulista, o que se vê até o momento causa inveja a um dos maiores empastelamentos registrados na estatal portuária, protagonizado por um lendário engenheiro que, apesar de toda sua competência e serviços prestados, acabou entrando para história como "Dr. Carbonell".
E assim como ocorreu com as latas do bom azeite português, os doqueiros estão sendo apartados de maneira indiscriminada e sem qualquer critério, à despeito de qualquer qualificação técnica, formação acadêmica, experiência, vocação e até mesmo espécie, neste caso a dos gafanhotos, fazendo da Codesp uma nova e esculhambada Torre de Babel na qual todos se misturam e ninguém se entende.
O tamanho do campanário aumenta a cada novo ato administrativo, todos devidamente divulgados na Intranet da Codesp. Assim sendo, confundindo a tudo e a todos, Angelino Caputo vai aos poucos erguendo sua Babel pessoal através da assinatura de comunicados, transferências, nomeações, destituições e encaminhamentos de propostas ao Conselho de Administração (Consad).
Claro está que as alterações decorrentes dessa mistura, que conta inclusive com a participação de insetos, são prerrogativas da Codesp, restando ao Sindaport tão somente o sagrado e democrático direito de fazer as críticas que julgar necessárias. Contudo, fica o alerta de que qualquer ato lesivo aos portuários decorrente dessa balbúrdia administrativa em curso terá a devida resposta, o que significa dizer que a subtração dos direitos adquiridos não será admitida.
Dessa forma, a manutenção do emprego segue como prioridade absoluta independentemente das transformações organizacionais que se apresentam, até porque a grande maioria de seus mentores vem e vão chamados que são por um simples assovio político, e com eles as inseparáveis deloittes da vida.
Prova disso está na recente troca de comando na Companhia Docas do Pará. Com o PMDB cobrando os cargos que foram destinados ao PT e demais partidos aliados, as mudanças nos primeiros escalões das administradoras estatais portuárias do Rio de janeiro e Espírito Santo é apenas uma questão de tempo, e por aqui não será diferente
As indefinições, no entanto, lamentavelmente estão levando a famosa rádio peão a emitir informes distorcidos e até mesmo inverídicos causando certo desconforto entre os mandatários da empresa e a instabilidade administrativa/operacional entre os empregados.
Por conta dos boatos, há várias versões e formatos para a composição da nova diretoria:
Opção 1 - Com exceção do presidente Caputo e do diretor financeiro, Alencar Costa, que tem grande apoio de pesos pesados do PT, tais como Berzoini e Mercadante, os demais seriam substituídos.
Opção 2 - Com exceção do presidente Caputo, os demais executivos seriam substituídos.
Opção 3 - Todos os nomeados ainda na gestão Lula seriam destituídos.
Em face da boataria e considerando que o estatuto da Codesp determina que um dos diretores deva ser empregado de carreira, o Sindaport encaminhou ofício ao titular da Secretaria de Portos (SEP), ministro Edinho Araújo, solicitando que o sindicato seja consultado sobre essa indicação. Afinal, os empregados da Codesp têm todo o direito de saber quais critérios serão utilizados na designação de um representante da categoria para o importante cargo. Será por meritocracia, apadrinhamento político, experiência, conhecimento técnico ou tempo de casa? Se vale como consolo, a única certeza é que não será ocupado por um gafanhoto.
Por outro lado, a disputa para os demais permanece em aberto levando à especulação de alguns nomes, entre eles o do ex-diretor Sérgio Antunes, que chegou a ser indicado para presidente. O ex-diretor Financeiro, Amaury Pio Cunha, também tem sido cogitado. Há quem garanta que o Governo irá apostar suas fichas no atual presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e diretor do Departamento de Gestão e Logística Portuária da Secretaria Especial de Portos, Jean Paulo Castro e Silva. É aguardar e conferir.
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